A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Passam hoje 50 anos sobre um dos dias mais tristes que, a todos aqueles que acreditávamos na inevitabilidade da Revolução, nos foi dado viver. Talvez não tenha sido bem assim – No dia 9, quando começaram a circular as primeiras notícias sobre a morte de Ernesto «che» Guevara, não acreditámos – a televisão, as agências noticiosas, os jornais, a rádio e a televisão, não mereciam a nossa confiança. No dia 10, o clima de preocupação, adensou-se. As primeiras fotos do corpo do Comandante, estendido sobre uma mesa, olhos abertos, porque quem o matou não o pôde obrigar a temerosamente cerrar o olhar sobre uma inimiga que tantas vezes enfrentara. «São fotografias falsas», dizíamos inconvictamente». Para nós, o «Che» morreu no dia 11, quando fontes que considerávamos insuspeitas, confirmaram que o Comandante fora assassinado na Bolívia. Sem julgamento, um miserável soldado boliviano dera-lhe um tiro no coração.