JUNTA DE FREGUESIA DE VILA FRANCA DE XIRA – LANÇAMENTO DO LIVRO “LUTANDO PELA VIDA”, DE MANUEL DO CARMO RIBEIRO – QUINTA-FEIRA, 20 de OUTUBRO, pelas 21 horas.

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Correspondendo às expetativas de muitos vilafranquenses, a Junta agarrou o desafio de lançar um livro, pleno de memórias e de imagens da região no século XX, sendo um verdadeiro documentário escrito das dinâmicas de trabalho, da vida de campo e do seu autor, recentemente falecido.
A não perder o lançamento do livro “Lutando pela Vida” de Manuel do Carmo Ribeiro (1929-2015), no próximo dia 20 de Outubro, pelas 21h, no Auditório da Junta.

MANUEL DO CARMO RIBEIRO

Nascido em 5 de Fevereiro de 1927, Manuel do Carmo Ribeiro, sofrendo as agruras da pobreza e da miséria que o fascismo impunha às gentes do Ribatejo, que apenas aos latifundiários da …lezíria ribatejana e aos grandes industriais monopolistas da época podiam vender a sua força de trabalho para subsistirem, trabalho esse que era explorado ao máximo, decidiu aderir ao PCP aos 21 anos.
Lutador abnegado, Manuel do Carmo Ribeiro a uma semana das eleições, em 1958, que teve como candidato o General Humberto Delgado, foi um dos trabalhadores que corajosamente aderiu à greve geral.
Desde este episódio, a PIDE tornou Manuel do Carmo Ribeiro, como um dos seus alvos principais no Ribatejo. Perante tal opressão, Manuel do Carmo Ribeiro, continuou a luta do seu Partido e tomou a difícil decisão de passar à clandestinidade, tendo morado em apenas cinco anos, em Chelas, na Picheleira, por duas vezes, na Av. Almirante Reis, na Rua de Arroios, em S. Domingos de Benfica, e ainda na Venda Nova.
Mais tarde, no dia 01 de Abril de 1964 foi detido pela Polícia, e conduzido à PIDE, onde foi sujeito à tortura do sono, tendo estado 10 dias sem dormir, tendo sido posteriormente julgado em Tribunal plenário, condenando-o na pena de 5 anos de prisão, onde privou com outros presos à época, como Severiano Falcão, Agostinho Saboga, João Camilo, António Abalada ou José Vitoriano.
Depois de cumprir pena, Manuel do Carmo Ribeiro regressou novamente a Vila Franca de Xira, onde prosseguiu a sua incessante atividade política, tendo, em simultâneo, trabalhado mais de 25 anos, nas Construções Técnicas, onde sempre assumiu o seu papel de Comunista.
Com o 25 de Abril de 1974, passou a integrar diversas comissões de moradores, tendo sido um dos membros que integrou a comissão administrativa que permitiu assegurar a implantação do poder local democrático na freguesia de Vila Franca de Xira.
Depois e em diversos momentos eleitorais, Manuel do Carmo Ribeiro integrou diversas listas, da FEPU e da APU, durante as várias eleições autárquicas, além de ter mantido uma intensa atividade política, associativa e partidária.
Até à sua morte, Manuel do Carmo Ribeiro foi um ativo membro da União de Resistentes Antifascistas Portugueses – URAP, contribuindo assim para que a história não se repita e não se apague ou branqueie a memória.
Faleceu a 17 de Setembro de 2015.

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