
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) tornou-se o principal problema nacional. Mesmo maior que o orçamento para 2017. Claro que o orçamento pesa mais, em mais sectores da vida nacional. Melhor dito, em todos os sectores da vida nacional. Mas o grande problema do nosso país é conseguir dar um salto em frente. No sistema capitalista, como é o que nos domina, o crédito é vital. Não há crescimento, não há desenvolvimento, não se criam empregos sem crédito. Haver quem o conceda em condições favoráveis às iniciativas e projectos que possam vir a ser apresentados é vital.
Entretanto, os problemas avolumam-se sobre a CGD. O principal é sem dúvida o do crédito mal parado, que põe em risco a própria sobrevivência da entidade (propomos a este respeito que recordem o nosso editorial de 14 de Junho, clicando no segundo link abaixo) e que se esclareçam as circunstâncias em foram concedidos alguns (não terão sido poucos) dos empréstimos que estão em risco de não serem pagos. Os responsáveis a todos os níveis deverão responder, criminalmente se for o caso.
Outro problema muito sério é o da escolha dos responsáveis pela instituição. A este respeito os procedimentos governamentais têm sido de grande infelicidade. Primeiro, parece ter predominado a ideia de que os mandantes da CGD deveriam ser personagens de jet set, que apareçam regularmente nas revistas cor de rosa. A seguir resolveu-se optar por alguém que por alguma razão não quer jogar segundo as regras da transparência. E óbvio que o governo de António Costa está a procurar escolher alguém que agrade às entidades europeias e ao sistema financeiro internacional. Possivelmente pensa que assim se assegurarão melhor a sobrevivência da CGD e o cumprimento do papel de banco de apoio à economia portuguesa. Tem que compreender que o papel do banco público terá de ser o de apoiar as pequenas e médias empresas, e não o de pôr o dinheiro dos seus depositantes à mercê da banca privada ou de grandes empresários falidos.
Propomos que cliquem nos links abaixo:
https://aviagemdosargonautas.net/2016/06/14/editorial-as-imparidades-na-caixa/
