A VIDA DO ZECA EM DATAS (8) – por Carlos Loures*

cantares-50-anos*Cronologia publicada em VIDAS LUSÓFONAS

1974/75: Em 29 de Março de 1974, realiza-se no Coliseu dos Recreios um «Canto Livre» onde, além de Zeca, participam outros cantores. Acabam, interpretando Grândola, Vila Morena. Oficiais do MFA que assistem ao concerto, escolhem nesta altura a senha para o arranque do levantamento militar. É editado o álbum Coro dos Tribunais.

Após o 25 de Abril, Zeca entra numa fase de intensa intervenção em festivais e sessões de esclarecimento. 1976: Edita o álbum Com as Minhas Tamanquinhas. Pelo seu álbum Cantigas do Maio, recebe o Prémio Alemão do Disco (da Academia Fonográfica Alemã). 1978: Edita-se o álbum Enquanto Há Força. 1979: Sai o álbum Fura Fura. 1981: Grava Fados de Coimbra e Outras Canções. Realiza um espectáculo no Théatre de la Ville, em Paris. 1982: Sente os primeiros sintomas da doença degenerativa que o virá a vitimar. 1983: Em Janeiro actua no Coliseu dos Recreios de Lisboa. Em Dezembro, sai o álbum Como Se Fora Seu Filho. 1984: Em Abril, em  é publicado um depoimento de Zeca sobre o balanço de dez anos de democracia. 1985: Sai o álbum Galinhas do Mato. 1986: 1987: Em 23 de Fevereiro, no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, com 57 anos, José Afonso morre, vítima da enfermidade de que padecia desde há três anos. Muitos milhares de pessoas lhe prestam a ultima homenagem, incorporando-se no cortejo funerário.

Em 18 de Novembro é constituída a AJA (Associação José Afonso)*

1992: Sai a 3ª edição de Cantares. 1994: o Presidente da República, Mário Soares, quer condecorar postumamente José Afonso com a Ordem da Liberdade. Tal como Zeca fizera a igual proposta de Ramalho Eanes, Zélia recusa. 1996: Coordenada por José Niza, é reeditada em CD uma colecção de toda a obra de José Afonso. 1997: Em 23 de Fevereiro, é inaugurado na Baixa da Banheira um monumento a José Afonso. 1999: Em Grândola e na Amadora são inaugurados monumentos em sua homenagem.


  • AJA
    A Associação José Afonso é uma associação cultural e cívica, não confessional, formada em torno da memória e do exemplo de José Afonso, evocado no dia da apresentação pública ocorrida em 18 de Novembro de 1987, “enquanto artista-militante, expoente de cultura aberta e universalizante, combatente de todas as causas verdadeiramente solidárias, como Homem, enfim. Na sua dimensão exterior, mas também na intimidade dos seus muros. Na irmandade activa com os humilhados, na sintonia com as aspirações dos povos à libertação total, nessa luta, em suma, a que nunca virou a cara; mas, igualmente, no crítico alertar contra as formas mais subtis de servidão das inteligências, no esforço de superação criativa, no horror à hipocrisia intelectual geral, na sua grande fraternidade, na suprema tolerância de espírito, inquieto, insatisfeito, permanentemente auto-questionador.
    “Transmudar esse legado, que é de todos quantos o admiraram e admiram, acrescentava o mesmo documento de apresentação, – em objectivos concretos que caibam no âmbito das actividades da Associação, será tarefa do dia a dia, para o qual concitamos os esforços de quem esteja verdadeiramente interessado no seu papel e no seu destino”, sublinhando ainda que a “Associação José Afonso é uma porta aberta. Não se quer feudo de ninguém, nem a realização dos seus objectivos se compatibiliza na concepção circular restrita de aderentes.

 

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