

A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.


Por esses dias, eu era um dos editores de Papiniano Carlos. Tinha reeditado “O Cavalo das Sete Cores” e “O Navio” (2006), com ilustrações de Fedra Santos; e um ano depois reeditei “A Viagem de Alexandra”, com ilustrações de Elsa Lé. Duas obras essenciais da Obra de Papiniano Carlos para a infância. Obras onde, segundo Ana Margarida Ramos, “realidade e fantasia” se entrelaçam e o Poeta revela “um olhar enternecido e sempre cheio de esperança sobre as gerações mais novas.” “A Menina Gotinha de Água” é, contudo, a sua obra mais conhecida junto dos seus “queridinhos amiguinhos”. Tal qual Papiniano Carlos gostava de considerar os seus leitores mais jovens.
então para cá legou-nos alguns dos mais marcantes títulos da literatura portuguesa. Eis alguns: “Estrada Nova”, Caderno de Poemas, com capa de Júlio Pomar, que a PIDE logo apreendeu; «Canto Fraternal”, “Canto de Amor em Hiroshima”; “Canto para Guevara”; “Ergue-te, Escravo!…”; “Camarada Morto na Cela”, “Caminhemos Serenos”, “Balada para um Menino Morto”; “A Ave Sobre a Cidade”; “Mãe Terra”; “Os Ciclistas”; “Os Olhos Me Doem, Federico”, dedicado a Lorca; “Canção do Semeador”, “Mãe Terra”, “Língua Imortal”, “Menino na Fábrica”, “O Bailado de Salomé”, “Os Companheiros na Manhã”, “Versos para o Primeiro Galo do Povoado”, “Sol de Fogo”, “Todos os Nossos Bombardeiros Regressaram à Base”, “Vossos Nomes”, “O Grande Lagarto da Pedra Azul”; “Sonhar a Terra Livre e Insubmissa”; “A Rosa Nocturna”; e “Terra com sede”, que marca a sua estreia na ficção e que Baptista-Bastos considera reunir alguns dos mais belos contos do neo-realismo português.