A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
De surpresa, sem que tenha havido uma formal declaração de guerra, na manhã de 7 de Dezembro de 1941, vagas sucessivas de aviões japoneses, bombardearam a base aeronaval norte-americana de Pearl Harbor, situada, na ilha de Oabu no Hawai. O ataque das esquadrilhas da Marinha Imperial Japonesa danificou ou destruiu 21 navios de guerra e 347 aviões, matando cerca de 2400 pessoas e ferindo aproximadamente 2000 (militares e civis). Depósitos de carburante e de munições e armamento foram também inutilizados. O presidente Roosevelt, através da rádio, fez um discurso dramático, salientando o carácter pérfido do governo nipónico e formalizando o estado de guerra entre a nação americana e o Japão – a II Guerra Mundial, que desde à mais de um ano fora desencadeada na Europa passava a travar-se também no Pacífico.
Felicito o Autor pelos seus intentos humanistas que, reconheço,são imensamente meritórios.e que, desejo, venham a moldar os procedimentos do mundo que está para vir. Seja como for, não será por isso que fugirei a dar relato do meu comportamento, uma alegria transbordante – que foi aquela de milhares – quando na tarde de 6 de Agosto de 45 – tinha catorze anos – soube do lançamento, sobre território japonês, da primeira bomba nuclear. Nada de hipocrisias, a minha geração e as sua envolventes, exultaram com quanto de mal sucedeu aos japoneses. Quaisquer intenções, por muito boas e louváveis, não podem nem devem apagar os barbarismos cometidos pelo imperialismo japonês.CLV
Obrigado Leça da Veiga pelo teu comentário. Provavelmente, o texto não
e claro no que se refere aos crimes cometidos pelas tropas japonesas(nomeadamente em Timor-Leste). Procura-se sobretudo salientar a dualidade de critérios com que os ataques a Pearl Harbor e às bases egípcias do Sinai – ambos traiçoeiros. desleais, desonrosos militarmente – os pilotos dos «Zero» japoneses foram classificados como seres cruéis, pérfidos… os pilotos dos «Mirage» hebraicos – heróis ao serviço de estrategos de alto gabarito – como o sinistro Moshe Dayan. Sobretudo coteja-se o ataque de surpresa, desleal se se quiser, a uma base militar que disputava ao Império a hegemonia geoestratégica no Pacífico, com o assassínio a frio de duzentos mil seres humanos, destruindo cidades sem valor estratégico e numa altura em que o Estado Maior nipónico procurava negociar uma rendição. Hiroxima e Nagasáqui são o crime mais vil, mais vergonhoso, e mais ofensivo da ética militar, que a História da Humanidade regista. Não se esquece o Holocausto, não se deve esquecer – os generais alemães que metodicamente assassinaram seis ou sete milhões de pessoas, foram enforcados ( e muito bem). Quem, no Pentágono ou na Casa Branca decidiu o lançamento das bombas atómicas, merecia pena igual. Os japoneses serão, por desvios culturais ou outros, frios e metódicos, seja a construir automóveis ou a combater. Cometeram barbaridades? Claro que sim. Tu tinhas catorze anos e, via Hollywood, odiavas os «japas». Mas olha que os «camones», os «bifes», os «cabeças quadradas», os «ivans» não ficaram atrás em acções militares cruéis e desonrosas. Indo ao exemplo histórico da crise de 1983.85, os castelhanos destruíam, roubavam, violavam… Os tugas tinham formações de almogáraves que quando os inimigos, nas vésperas das grandes batalhas, acabavam de montar as suas plataformas logísticas – tipo circo Mariano – víveres, montadas de reserva, alimentos. mulheres… quando a retaguarda castelhana estava pronta e os cavaleiros e infantes se preparavam para o combate – os almogáraves caiam em matilhas desordenadamente organizadas, e destruíam a carriagem, roubavam cavalos e raptavam mulheres. Ataques traiçoeiros? Não senhor – «guerra preventiva».
Um abraço
CL
Anos depois é muito fácil fazer orações misericordiosas e repletas do melhor humanismo. Na data dos lançamentos atómicos, os outros barbarismos das várias frentes da guerra ainda não eram conhecidos e os factos históricos de qualquer passado não serviam de contrabalanço às barbaridades dos japoneses que, essas, eram bem conhecidas entre nós. Naturalmente que não defendo quaisquer das violências que a História relata mas para que o teu texto inicial não fosse tomado como sendo, de facto, quanto era pensado na sua data, tive muito prazer em, deliberadamente, fugir às tradicionais hipocrisia e, bem pelo contrário, gostei de confessar quanto senti de prazer pela destruição do império . Abração do CLV