EDITORIAL: Quem não se importa, não entra.

Entramos hoje no sexto ano de publicação. Mudámos? Sim, algumas coisas mudaram. Mudaram para que pudéssemos manter o estatuto editorial pelo qual nos temos regido – e um dos princípios que mantemos é o do respeito pelos autores – recusamos liminarmente a teoria segundo a qual divulgar um poema, um conto, um artigo de opinião, é umDiário de Bordo - II favor que fazemos ao autor que nos deve ficar agradecido por o levarmos ao contacto com os nossos visitantes. Claro que nos preocupa a eventualidade de sermos condenados a pagar direitos pela publicação ilícita de material literário ou jornalístico – não por avareza, mas porque não temos qualquer fonte de receita. Todas as despesas (felizmente, poucas) são pagas pelos coordenadores.

O que está por detrás da nossa recusa de publicar seja o que for sem termos recebido a devida autorização do autor e/ou editor tem uma razão de ser para além dos aspectos jurídicos ou financeiros – os colaboradores de  A Viagem dos Argonautas, concordam com o tipo de abordagem que diariamente vamos fazendo. Textos que, por vezes, se digladiam entre si, mas que, no seu conjunto, analisando de vários ângulos o mesmo objecto nos permitem ver esse objecto na sua essência e espessura. A única condição que colocamos é a de que a colaboração seja voluntária; seja uma atitude e não um gesto de indiferença.
Repetimos uma história verídica e que já aqui contámos. Escrevemos a um distinto humanista, pedindo-lhe licença para reproduzirmos textos seus publicados no boletim da faculdade onde leciona. Passados tempos, uma secretária respondeu, informando que o Professor «não se importava» que fizéssemos essa transcrição. Agradecemos, mas nunca publicaremos textos desse senhor – PORQUE QUEREMOS QUE AS PESSOAS SE IMPORTEM!
Quem não se importa, não entra neste barco.

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