Donald Trump deverá oficialmente tomar posse do cargo de presidente da república do seu país no próximo dia 20 de Janeiro. Nos últimos têm crescido de tom as notícias de que a Rússia, e nomeadamente o seu presidente Vladimir Putin, intervieram, isto é, orquestraram intervenções no sentido de favorecer a eleição de Trump em detrimento de Hillary Clinton. Clicando nos dois primeiros links abaixo poderão ter acesso a algumas dessas notícias, que parecem estar a merecer grande crédito junto da grande imprensa norte-americana. Entretanto são invocadas opiniões emitidas por indivíduos anteriormente às grandes agências de segurança. Será de salientar que estas opiniões já vêm a público desde o período da campanha eleitoral (clicar no terceiro link). Entretanto a CIA terá mesmo elaborado um parecer (assessment) sobre o assunto (dois últimos links.)
O que parece evidente em todo este imbróglio é que nele há um grande envolvimento das agências de segurança norte-americanas. Deve também ser recordado que a intervenção destas (parece que há 17 agências de intelligence nos Estados Unidos) na campanha eleitoral não foi só para o lado de Trump; o caso dos e-mails que Hillary Clinton terá supostamente enviado a partir do seu computador particular terá pesado mais contra ela do que qualquer conspiração desencadeada por Putin. Não será exagero levantar a hipótese de que por detrás destes rumores sobre um apoio de Putin a Trump estejam tentativas de pressão sobre o novo presidente para o influenciar nas orientações que esteja a pensar dar às agências e à intelligence em geral. Já há muito que é conhecido o grande poder de que estas agências disfrutam, não só nos Estados Unidos, mas em todo o mundo. Não será realmente exagero pensar que há pessoas que desejam manter o poder de que detêm actualmente, ou mesmo reforçá-lo. E outras que queiram entrar neste círculo muito especial.
Quando Democracia rima com CIA, as coisas não vão bem.CLV