CONTOS & CRÓNICAS – CARLOS REIS – OS ARTIGOS IMPUBLICÁVEIS – PORTUGAL TAL QUAL SE FALA

contos2 (2)

5-a

Estou emocionado  –  como certamente a maior parte de todos vós, meu zamigos  – com a também emocionante e dramática saga dos árbitros portugueses, esses desordeiros e inúteis servos da gleba, pagos por todos nós, pagos pelo ilustre, honesto e filiado pagode, que ainda por cima (e como e enquanto patriota) não descura das realidades, das necessidades, dos desafios que nos são propostos, a este evidente país, a este evidente povo que somos, em intervalos de Fátima e de Fados.

É verdade. Então não é que tais inúteis, desastrosos e desonestos funcionários do Futebol – um expoente da cultura deste tão nobre e habitual povo que não me deixa mentir – andam a prejudicar, a perseguir as evidentes vitórias de alguns (de todos os) importantes e nacionais clubes? Onde até jogam alguns portugueses, meu Deus, aqui e ali?

A prejudicar o Benfica, a prejudicar o Sporting, a prejudicar o Futebol Clube do Puarto, a prejudicar milhares (milhões?) de corajosos e salutares militantes, fãs e entusiastas futebolísticos, futeboleiros, dedicados que são à Causa (do Benfica, do Sporting e do Futebol Clûabe do Puarto) sem que tal seja presente às Instituições, aos Tribunais, à Assembleia da República,  representações máximas dos nossos interesses e direitos, enquanto povo?

Soube da maior parte destas coisas, destes importantes factos – de tão vital e generosa importância para com os destinos de um país e de um povo – através da televisão, mas sobretudo através daqueles noticiários desportivos (tão pouco conhecidos, tão pouco divulgados, tão infelizmente raros e só concebidos para alguns intelectuais, hélàs) e graças apenas às honestas e queridas nazis claques de quaisquer daqueles clubes, enquanto entrevistados e dedicados expoentes, desinteressados e generosos jovens, nata de uma geração e de um futuro próximo que se deseja auspicioso e frutífero.

É nos jovens que está o futuro. É nestas jovens claques (felizmente livres, na sua demonstração de ideias e ideais) filhos naturais de uma classe média portuguesa, real e razoavelmente importante, pura e honesta, é nesta juventude que se joga o digno, exponencial e justo resultado de todos aqueles três portugueses clubes – todos eles merecedores, aliás, de amplas vitórias e simultâneas condenações à justa morte de árbitros, juízes de linha e apanhadores de bolas, essas demonstrativas inutilidades em campo, já que tudo, já que que todas as dissidências futebolares se podem perfeitamente resolver à bofetada, murro e pontapé, pondo fim a inúteis decisões, palavreado e imbecis regras.

O Futuro quer-se aqui e agora e quanto mais fascismo popular melhor.

Não perceberam? Não leram a História?  Não conhecem a Le Pen?

Seus idiotas.

carlos

Leave a Reply