EDITORIAL – QUE ESPERANÇA PARA OS PALESTINIANOS?

Imagem2

A situação dos palestinianos está mais difícil do que nunca. A estratégia norte-americana para o Médio Oriente nunca incluiu nas suas prioridades a criação de um estado palestiniano. Teve sim a prioridade de desagregar, de uma maneira ou outra os nacionalismos, ou outros poderes, que lhe fizessem frente e não aceitassem subordinar-se aos interesses que lhe são subjacentes.  Por seu turno, a estratégia do sionismo, cada vez mais forte em Israel, dá prioridade ao reforço do estado judaico. A construção dos colonatos é um dos pilares desta estratégia, que acarreta claramente a expulsão dos palestinianos e de todos os habitantes árabes do território.

A conferência realizada em Paris teve representantes de cerca de 70 países, mas Israel não participou e o Reino Unido esteve apenas como observador, tendo recusado assinar a declaração final. Tudo indica que o governo de Theresa May pensa alinhar a sua política externa pela do futuro governo norte-americano, pensando no próximo dia 20 de Janeiro, afastando-se cada vez mais da União Europeia.

As tentativas por parte dos palestinianos de obtenção de reconhecimento internacional para a justeza da sua causa foram inegavelmente bem conduzidas e conseguiram alguns êxitos. Todavia a estratégia de desagregação das entidades políticas do Próximo e Médio Oriente conduzida pelos Estados Unidos, com o apoio dos seus aliados ocidentais, paralisou constantemente aquelas tentativas. Alguns pequenos acenos da administração Obama, agora na hora da saída, nada representam. Teriam como objectivo influenciar o futuro presidente, mais do que outra coisa qualquer. Nem o esforço de François Hollande, também ele na ponta final do seu mandato, e procurando ser visto a uma luz mais favorável, chegou para que se possa pensar que a conferência realizada este fim de semana em Paris serviu para alguma coisa.

Não é crível que Trump queira introduzir alterações significativas na estratégia norte-americana, que dá prioridade à geoestratégia e ao petróleo. Nem Putin, seu suposto amigo, o fará mudar de ideias (será que o deseja?). Um plutocrata é um plutocrata.

Propomos que cliquem nos links abaixo:

https://www.theguardian.com/world/2017/jan/15/do-not-abandon-hope-of-two-state-solution-world-warns-israel-and-trump

http://www.independent.co.uk/voices/paris-peace-conference-israel-palestine-settlements-two-state-solution-middle-east-impossible-a7529141.html

http://palestinavence.blogs.sapo.pt/

http://www.lemonde.fr/proche-orient/article/2017/01/15/israel-et-palestine-la-conference-de-paris-appelle-a-une-solution-a-deux-etats-et-a-la-negociation_5063087_3218.html

Leave a Reply