
Donald Trump tomou posse como 45º presidente norte-americano, e o seu antecessor Barack Obama apareceu na televisão a dar-nos a informação de que o que aí vem iria representar apenas uma vírgula. Subentende-se representar uma vírgula nas políticas que Obama tentou implementar, aliás com pouco êxito. E Trump já prometeu, por seu lado, que a partir de segunda-feira, se vai concentrar em acabar com as reformas introduzidas na saúde (o Obamacare). Assim o exige a chamada indústria da saúde.
Nem Obama acredita que as mudanças que Trump vai introduzir sejam passageiras. O nacionalismo radical não é novidade nos Estados Unidos, mas Trump aposta abertamente nele para motivar os americanos, sobretudo os americanos mais insatisfeitos com o desemprego e a precariedade. Procurará convencê-los que o grande inimigo é o estrangeiro, e assim procurará isolar o mercado estrangeiro da concorrência exterior, contrariando as tendências que nos mandatos anteriores têm dominado. Ao nível interno, o calcanhar de Aquiles será, claro, a (des)igualdade de direitos. Prevêem-se grandes atritos neste campo. Quanto ao ambiente e às alterações climáticas o caso vai estar mesmo complicado.
Mas ninguém no seu perfeito juízo acredita que irá pôr em causa a NATO e outras alianças militares, que tão bem têm servido os interesses norte-americanos. Nem mesmo a União Europeia, a qual, como se sabe, também tem sido muito útil. Talvez não queira é que a Alemanha tenha um papel tão preponderante. A não ser que isso lhe convenha. Os países periféricos serão cada vez mais periféricos das tomadas de decisão.
Quanto ao amigo (sê-lo-á realmente?) Putin, ele há-de pensar em qualquer coisa para o aquietar. Talvez uns recuos na Europa de Leste (sistema anti-míssil, batalhões de fuzileiros que Obama mandou avançar à saída). Com a China o caso vai ser mais sério. O prognóstico é de que o Japão vai ser encorajado a disputar a primazia regional. O rearmamento do império do sol nascente vai ser muito falado, acreditem. Na Coreia também haverá novidades. E quanto ao TPP – Transpacific Partnership, idem.
Propomos que leiam o que disse o Ferreira Fernandes. Cliquem aqui:
http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/ferreira-fernandes/interior/hoje-5617006.html
