
Não nos esquecemos. Este é o ano dos 100 anos da Revolução de Outubro. Não é um evento que se marca no calendário, que existiu só naquele dia daquele mês do ano de 1917. Foi uma excepção, como tantas outras, nos processos históricos dos bastidores e dos quotidianos. Apesar de todas as improbabilidades, aquelas pessoas acreditaram que era possível transformar o seu país e o mundo. A vida mudou, a arte seria também combate, a cultura transformava-se para todos e cantaram-se lutas e utopias – em Outubro de 1917, mas também nos anos seguintes, também noutros lugares do mundo.O tempo das cerejas, sim, mas depois das grandes transformações revolucionárias houve muitas vezes grandes desilusões e contra-revoluções. A utopia não existe, vai-se construindo? «A poesia está na luta dos homens, / está nos olhos abertos para amanhã.» poderia responder Mário Dionísio.De Janeiro a Março, vamos debater, discutir, cantar, colorir, pensar em revoltas e revoluções. Revolta e revolução para quê? Para a emancipação de toda a humanidade, isso sabemos. Falta o resto? Vamos ver, com um aviso de Mário Dionísio feito em 1978: «Sem amor e sem raiva as bandeiras são pano / que só vento electriza / em ruidosa confusão / de engano // A Revolução / não se burocratiza». |
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| histórias da História: O início da guerra colonial em Angola Sexta-feira, 3 de Fevereiro, 18h30 4 de Fevereiro de 1961: grupos de angolanos atacam a Casa de Reclusão Militar da 7.ª esquadra da polícia, a sede dos CTT e a Emissora Nacional de Angola. Nesta conversa do ciclo «histórias da História», António Faria vem falar-nos da guerra colonial em Angola. |
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