Os Estados Unidos são um permanente filme “B” de cowboys.
O Trump é um John Wayne (actor que como sabeis, sempre fez de John Wayne, único e relevante papel da sua vida) mas só que em vez de colts, estábulos, manadas, saloons, main streets e ranchos, ele dispõe de dinheiro, empresas, twitters e sobretudo de um Poder imenso – referenciado e democraticamente plebiscitado pelo bom povo americano, é sempre bom não esquecer – que lhe permite agir como o outro, o seu émulo (e certamente herói de cabeceira) com muito mais eficácia e à vontade, graças às obscenas modernices do nosso século e das nossas vidas.
Como os índios e os mexicanos eram sempre horríveis e maus e os brancos sempre irrepreensíveis e bons, o John Wayne lá se ia safando, eternamente aplaudido pelas americanas e acéfalas massas e pelo público jovem dos cinemas S. Jorge, Monumental, Eden e Olympia.
De que fiz parte, hélàs. Ainda que pensativamente, assim Deus me ajude.
Hoje, o filho da puta do Trump é, não só (começa já a ser) aceite pelo establishment e inteligentsia eurpeias, governos, merkles, rebelos de sousas, hollandes, mays, costas, rajoys, etc., como (tudo leva a crer) irá continuar, impune e com a colaboração destes governos europeus de merda, a reintroduzir o ódio, o racismo, a estupidez e a ignorância como bases e alicerces de uma política perigosa e ultra-reaccionária, sempre tão própria daquele nefando país, sucessivos e respectivos governos.
Pode ser que o tiro lhe(s) saia pela culatra.
E isto tem a ver com alguns idiotas, irritantes e ingénuos amigos meus (normalmente PCs, cinzentos e desimaginativos) que sempre me contradiziam quando eu enfermava o Cavaco como sendo uma competente, estúpida e inculta personagem, alarve, ridículo e imbecil, em simultâneo com o seu poder, a sua desonestidade autoritária, reaccionária e protofascista maneira de ser e de estar, grandessíssimo criminoso ainda por julgar – e para sempre, quase de certeza, atendendo aos nossos brandos maus costumes – por anos e anos de afundamento do nosso país e civilização. Que achavam que como sacana e desonesto que era, teria de ser forçosamente inteligente!
Aquele palhaço! Aquela anedota! Aquela avantesma!
Como se qualquer filho da puta, sacana e de má índole, tivesse obrigatoriamemte de ser sempre sagaz e inteligente!
Como se o sinistro e fascista Trump fosse (pudesse ser) um homem culto, conhecedor do mundo e das artes, das pessoas e da História. Aquela besta?
Ele é realmente um Wayne, um cowboy foleiro, racista reaccionário e perigoso – agora à escala mundial e não apenas circunscrito ao Texas, Arizona ou Oklahoma – a uma escala que diz respeito a todos os habitantes deste planeta, mal governados de um modo geral. Em que as manifestações contr – populares e legítimas – um pouco por todo o mundo, se parecem com os últimos corajosos e liquidados movimentos de comanches e sioux.
Um enorme Little Bighorn seria bom, de novo. Com o Trump a fazer de Custer, desta vez…
Não gosto. Não sei quem é o Carlos Reis mas há muito tempo que não lia nada de tão intelectualmente rasteiro e politicamente desinformado. Tentar humilhar a imagem do outro é uma forma de pensamento mágico, não substitui a informação e a análise política para a qual se vê que não tem preparação.
Não gosto. Não sei quem é o Carlos Reis mas há muito tempo que não lia nada de tão intelectualmente rasteiro e politicamente desinformado. Tentar humilhar a imagem do outro é uma forma de pensamento mágico, não substitui a informação e a análise política para a qual se vê que não tem preparação.