A PARTIR DE 2017 COMO VAI SER? por Luísa Lobão Moniz

olhem para  mim

Parece que começou a subir o número de crianças nascidas em Portugal.

O nascimento de uma criança faz acreditar que algo vai mudar, e para melhor, espera-se.

Ao longo dos anos as sociedades vão-se modificando e com elas as relações entre Estados, e nos Estados entre famílias, ou seja, entre os “eus” e os outros.

Cada eu e cada outro tem a sua própria identidade forjada no contexto em que estão inseridos, e no poder de adaptação ou de rejeição dos seus endogrupos.

A Criança tem percorrido este caminho, cheio de espinhos, de muitas maneiras, desde o respeito mútuo até à rejeição máxima, a morte antecipada.

Hoje damos as boas vindas aos bebés que nascem, pois a população está a ficar envelhecida.

Mas, nem sempre as crianças têm sido bem vindas, ou por serem crianças ilegítimas ou porque as mães não as podiam “criar” e  por isso, eram abandonadas, “expostas” ou marginalizadas.

Para alguns historiadores este comportamento era sinal de que não havia uma “moral familiar”, não havia a noção da responsabilidade de bem tratar estas crianças.

Perante a existência destas crianças, que eram cada vez mais, houve necessidade de se criar instituições que tratassem delas e que as educassem, para poderem ser aceites na sociedade.

A vida da criança pouco se diferenciava da vida dos adultos, estavam juntos no trabalho, no descanso, nas tabernas, na prostituição. A Criança era um adulto em ponto pequeno.

O sentimento de família começou a despontar e as crianças começaram também a ter um outro estatuto especial, o da protecção.

Assim nasceram os Direitos da Criança, tantas e tantas vezes ignorados.

Esta reflexão surge porque passados séculos vemos crianças mais do que abandonadas, mortas pelas mães, vemos crianças escravas, vemos crianças que são objectos sexuais, vemos crianças raptadas, maltratadas e negligenciadas.

Assistimos também à vã preocupação da sociedade para as proteger e,assim, criam-se associações, institutos, aldeias SOS.

Vemos pequenos heróis que procuram sozinhos aquilo a que têm direito como pessoas, a paz, a casa, a comida, a educação, a nacionalidade e o carinho, o afecto, o amor!

São milhares as crianças que deambulam pelas estradas da Europa à procura de segurança.

Todas as crianças, em determinada altura das suas vidas, temem ser abandonadas, mas estas FORAM-NO de verdade.

Enquanto houver uma criança maltratada, abandonada, escrava….a sociedade, nós todos falhamos na protecção dos mais fracos e vulneráveis. A Convenção dos Direitos da Criança está a ser desperdiçada, até quando?

Cabe-nos, enquanto cidadãos, cumprir os Direitos, mas cabe aos Estados fazê-los cumprir.

Em menos de cinco minutos, vê-se na televisão a imagem de uma criança quase nua, a esfregar os olhinhos, com lágrimas a escorrer-lhes pela cara e que ela aproveita para limpá-la, em menos de cinco minutos vê-se uma criança a começar a andar, quase nua, mas de fraldas, com a cara alegre e sorridente porque está sequinho…e vai para o colinho da mãe…

Como tem sido até 2017, nós vamos sabendo, e a partir de 2017 como vai ser?

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