EDITORIAL – Memória de Almoster

Diário de Bordo - II

A igreja católica e uma parte mais reaccionária da nobreza, sentindo lesados os seus “legítimos interesses”, encontrou em D, Miguel a figura de proa do seu combate, opondo-o a D. Pedro IV que outorgara  a Carta Constitucional. Assim, em 1829 eclodiu uma guerra civil que se iria prolongar por cinco anos.

No dia 18 de Fevereiro de 1834, forças do exército liberal sob o comando do marechal Saldanha obtinham em Almoster,  nas proximidades de Santarém, uma rotunda vitória sobre as forças absolutistas comandadas pelo general Lemos.Foi uma batalha decisiva para o triunfo dos liberais. As chamadas forças legitimistas, agora privadas do apoio que lhes chegava de Lisboa e que lhes era essencial para prosseguir a guerra, tentaram um derradeiro esforço para regressar à capital. Reuniram os homens que não tinham debandado, o que lhes restava de artilharia, cavalaria, carriagem, e concentraram esses meios a sul da cidade de Leiria. Eram os restos do exército do Alentejo que, após o desastroso cerco ao Porto, se encontravam ainda no Norte.

Não dando tempo às forças miguelistas para se reorganizarem, o marechal Saldanha caiu com tudo o que tinha sobre os absolutistas, impondo-lhes uma severa derrota – entre mortos, feridos e prisioneiros os miguelistas perderam cerca de um milhar de homens. O combate terminou à noite. Os miguelistas acoitaram-se em Santarém , onde D. Miguel instalara o seu quartel-general. A vitória dos liberais era agora irreversível. Seriam ainda derrotados mais uma vez, agora na Asseiceira, perto de Tomar, em 16 de Maio e, perseguido por Saldanha e por Terceira, o exército de D. Miguel ainda se refugiaria no Alentejo. Mas tudo estava perdido.

No dia 23 de Maio, D. Miguel reuniu um conselho de guerra em Évora, onde se resolveu pedir uma armistício. Foi assinada, em 26 de Maio desse ano, a rendição total dos miguelistas, pois a delegação liberal recusou liminarmente a proposta do armistício. Os legitimistas capitulariam incondicionalmente A convenção de Évora Monte, realizada numa modesta casa, pôs termo à mais cruenta guerra civil que houve em Portugal.

Estava aberto o caminho à institucionalização do liberalismo que iria transformar a sociedade portuguesa e permitir-lhe recuperar do profundo atraso em que, desde a “Viradeira”  a Nação mergulhara.

No dia 18 de Fevereiro de 1834, forças do exército liberal sob o comando do marechal Saldanha obtinham em Almoster,  nas proximidades de Santarém, uma rotunda vitória sobre as forças absolutistas comandadas pelo general Lemos. Foi uma batalha decisiva para o triunfo dos liberais. As chamadas forças legitimistas, agora privadas do apoio que lhes chegava de Lisboa e que lhes era essencial para prosseguir a guerra, tentaram um derradeiro esforço para regressar à capital. Reuniram os homens que não tinham debandado, o que lhes restava de artilharia, cavalaria, carriagem, e concentraram esses meios a sul da cidade de Leiria. Eram os restos do exército do Alentejo que, após o desastroso cerco ao Porto, se encontravam ainda no Norte.

O combate terminou à noite. Os miguelistas acoitaram-se em Santarém , onde D. Miguel instalara o seu quartel-general. A vitória dos liberais era agora irreversível. Seriam ainda derrotados mais uma vez, agora na Asseiceira, perto de Tomar, em 16 de Maio e, perseguido por Saldanha e por Terceira, o exército de D. Miguel ainda se refugiaria no Alentejo. Mas tudo estava perdido. No dia 23 de Maio, D. Miguel reuniu um conselho de guerra em Évora, onde se resolveu pedir uma armistício. Foi assinada, em 26 de Maio desse ano, a rendição total dos miguelistas, pois a delegação liberal recusou liminarmente a proposta do armistício. Os legitimistas capitulariam incondicionalmente A convenção de Évora Monte, realizada numa modesta casa, pôs termo à mais cruenta guerra civil que houve em Portugal.

Estava aberto o caminho à institucionalização do liberalismo que iria transformar a sociedade portuguesa e permitir-lhe recuperar do profundo atraso em que, desde a “Viradeira”  a Nação mergulhara.

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