
A câmara dos lordes britânica infligiu uma derrota séria ao governo de Theresa May ao aprovar uma emenda à lei do Brexit, de modo a sejam salvaguardados os direitos dos cidadãos europeus residentes no Reino Unido. Deste modo pôs-se em risco o cumprimento do prazo estipulado para a saída da União Europeia, após ter sido accionado o artigo 50º do Tratado de Lisboa. Convém ter presente que residem na Grã-Bretanha mais de três milhões de cidadãos oriundos de outros países europeus.
Não se pense que este problema diz apenas respeito aos britânicos e aos países de onde são oriundos os cidadãos ali residentes neste momento. Sem dúvida que a presença destes incitou muitos britânicos a votarem a favor da saída da União Europeia, simplesmente há que medir as consequências de retirar os direitos a uma enorme quantidade de pessoas (que fosse uma só). Ao fim e ao cabo essa retirada de direitos, para muitos afectados, talvez a maioria, equivaleria a uma expulsão. As repercussões seriam enormes. Entretanto sobre este assunto parece não haver unanimidade no partido trabalhista, apesar de o seu líder, Jeremy Corbyn, ter aplaudido a decisão da câmara dos lordes, e dito que o governo deve fazer o que é decente e garantir os direitos dos cidadãos da União Europeia que vivem no Reino Unido (ver primeiro link baixo). Mas o assunto também não parece estar a obter a unanimidade entre os conservadores, entre os quais alguns se parecem inclinar para o cumprimento da emenda aprovada na câmara dos lordes.
Propomos que cliquem nos dois links abaixo:
http://edition.cnn.com/2017/03/01/europe/brexit-bill-house-of-lords/index.html
