
Há 160 anos as mulheres lutaram por menos horas de trabalho e por salários dignos.
Apesar dos avanços no estatuto das mulheres, hoje continuamos a exigir que terminem as discriminações no trabalho.
Em diversos países, há meio século, as feministas levantaram o slogan: “O pessoal é político” e exigiram a condenação da violência contra as mulheres nas relações de intimidade e a despenalização do aborto.
Em Portugal, o 25 de abril de 1974 trouxe direitos inegáveis, mas a violência sobre as mulheres, os direitos sexuais e reprodutivos e as sexualidades na sua diversidade de orientações e identidades tardaram a entrar na agenda política.
Por isso, só este ano, podemos comemorar os 10 anos da vitória no referendo sobre o aborto que permitiu a interrupção de uma gravidez não desejada, por opção da mulher, através do Serviço Nacional de Saúde.
Apesar dos avanços nas medidas de apoio às mulheres vítimas de violência continuamos a olhar para a gravidade deste flagelo, quando nos deparamos com 454 mulheres assassinadas por maridos, companheiros, ex-companheiros ou namorados, nos últimos treze anos (dados da UMAR, do Observatório das Mulheres Assassinadas).
Estudos recentes sobre a violência no namoro (UMAR, 2016/2017), mostram que esta realidade tem de ser enfrentada com medidas urgentes na área da Educação onde a Igualdade de Género e a Cidadania possam fazer parte dos currículos escolares.
