O Padre António Vieira, talvez o mais destacado ícone da literatura seiscentista portuguesa – Fernando Pessoa considerou-o como o «imperador da língua portuguesa», um lisboeta que os historiadores da Literatura Brasileira reivindicam como baiano – desmontou na sua obra, com o rigor geométrico que a sua preparação intelectual na Ordem de Jesus lhe conferia, os mecanismos de uma sociedade que se consolidava com base na organização das trocas comerciais a montante de uma eficaz exploração das matérias primas e da mão de obra escrava,
