E MUITO SE FALA… por Luísa Lobão Moniz

 E muito se fala sobre a indisciplina e a violência entre os alunos, e, por vezes, também com funcionários e professores… e quantas vezes a sociedade diz “é isso que ensinam nas escolas?” e quantas vezes os pais dizem “ela tem que se defender!” e quantas vezes os alunos “ele pensa que eu tenho medo dele”… e não pararia de citar comentários de todos quantos trabalham e estudam nas escolas, de pessoas que vão no autocarro.

O despertador toca e a mãe vai aos solavancos acordar o filho para ir para a escola e depois vem a ansiedade do costume “ vá lá… come, já estou atrasada.

Desde que a criança se levantou até ir para a escola não houve tempo para um “Bom dia”, “ que aulas tens hoje?”

Talvez a televisão já esteja ligada com a informação sobre o trânsito.

Talvez o pai se tenha deitado tarde, depois de ter passado a noite no café com os amigos que como ele também estão no desemprego.

E chega o momento de “meter” os filhos num autocarro cheio de passageiros que estão à espera de um primeiro acto indisciplinado para os criticar e, desta vez, julgando os pais.

Os autocarros que transportam crianças e jovens das escolas têm características próprias, os mais velhos “não te ensinaram que não se põe os pés em cima dos bancos?” O mal estar começa-se a sentir porque os mais novos começam a falar, muitas vezes numa linguagem própria, e a provocar quem os tenta corrigir.

Não, não é sempre assim, nem é com todas as crianças e jovens, mas são com estudantes de todos os tipo de escolas, quer públicas quer privadas. São comportamentos sociais que são criticáveis, mas que gozam de uma certa imunidade.

Estes comportamentos atravessam todas as classes sociais e pé ante pé a indisciplina deixa de ser corrigida. As crianças crescem e começam a namorar e, contra tudo o que se poderia esperar, e a indisciplina transforma-se em comportamentos agressivos através dos telemóveis. Pensam que podem pegar nos telemóveis e ver as mensagens, para na primeira oportunidade, servir de causa para um abanão e uma para uma bofetada.

 O ciúme e a insegurança afectiva levam a uma escalada de violência que nem a família, nem a escola conseguem abolir do quotidiano dos jovens aquela dor e tristeza de quem é maltratado.

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