
Hoje, 16 de Março de 2017, completam-se 43 anos sobre a chamada intentona (há quem chame levantamento, golpe ou revolta) das Caldas. Um grupo de militares do regimento de infantaria n.º 5, aquartelado nas Caldas da Rainha, num total de cerca de duzentos homens, entre oficiais e soldados, comandado pelo capitão Armando Marques Ramos, marchou sobre Lisboa. O objectivo seria ocupar o aeroporto da capital. Estariam a contar com o apoio de outras unidades, o que não se verificou. Os generais António de Spínola e Francisco Costa Gomes, suspensos dois dias antes por Marcelo Caetano dos cargos de chefe e vice-chefe do estado maior das forças armadas, instaram-nos a voltar para trás, e os revoltosos renderam-se a forças sob o comando do regime então vigente. As discussões à volta de se a intentona das Caldas terá sido uma precipitação de alguns militares, um balão de ensaio para o 25 de Abril de 1974, ou se terá outra explicação, perduram hoje em dia. De qualquer modo, é uma data a ter presente.
Também neste dia, mas em 1995, o estado americano do Mississippi ratificou formalmente a décima terceira emenda à constituição dos Estados Unidos, que proíbe a escravatura e a servidão involuntária (esta última excepto em casos de condenação judicial). Esta emenda tinha sido aprovada pelo Senado norte-americano em 1864, e pela Câmara dos Representantes em 1865, tendo entrado em vigor neste mesmo ano. O Mississippi foi o último estado a ratificá-la. Cabe a pergunta: porque terá demorado tanto tempo?
Sobre a intentona das Caldas, propomos que cliquem nos links abaixo e leiam o artigo e as notícias a que dão acesso:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Levantamento_das_Caldas
http://25abril40anos.dn.pt/tag/armando-ramos/
http://www.dn.pt/portugal/interior/disseram-que-tinhamos-de-voltar-para-tras-3753166.html
