EDITORIAL: Em nome de Deus?

O criminoso comportamento dos fanáticos islâmicos, matando indiscriminadamente, procedendo estupidamente, como autómatos telecomandados e que, cumprida a missão se suicidam, tem raiz em erros que ao longo dos séculos as potências e instituições dominantes foram cometendo. Radica na crença irracional que nega o direito à vida a quem não creia no ente supremo que veneram ou não aceite a ideologia que perfilham. Os palestinianos foram vítimas de um crime hediondo ao ser desapossados das suas terras em nome de lendas sem fundamento, pelos criminosos sionistas; os judeus sofreram um horroroso genocídio perpetrado por assassinos que pretenderam erradicar o judaísmo, considerando-o um tumor maligno…

 

Os judeus, numa Alemanha, criada por uma Prússia militarista, humilhada pela derrota numa guerra que havia desencadeado, comportavam-se de forma arrogante, elitista, considerando-se superiores aos germânicos socialmente deprimidos e sendo vítimas da usura hebraica.

Descendo de costas os degraus da História, vamos deparando com intolerâncias sucessivas – da Revolução de 1789, às guerras religiosas, a brutalidade da colonização das terras que os europeus iam descobrindo, ocupando e exterminando civilizações ou «civilizando» a tiros de canhão os povos indígenas… as Cruzadas, ou seja, a imposição da cruz pela força, descendo até à escuridão que  a inexistência de escrita determinou, subindo os degraus, verificamos que os seres humanos se foram tornando racionais, mas que essa racionalidade, saber científico ou como lhe queiram chamar, foi sendo posto ao serviço de uma crescente desumanidade. E cabe a pergunta – quando é que este primata superior põe a sua crescente sabedoria ao serviço da Humanidade?

Deus, seja qual for o heterónimo que usar – Jeová, Alá, Vixnu, Manitu… ‘e o manipanso que os poderosos usam para dominar – seja representado por um totem, por uma figura hierática, com um resplendor ou auréola ou por qualquer outra imagem, é o truque que os poderosos usam para dominar – desde há uns milénios chama-se dinheiro e consiste numas chapas de metal, quase sempre redondas, nuns rectângulos de papel ou de plástico – é uma abstracção e por isso, para os macacos nus aceitarem melhor o conceito lá estão os manipansos ou os símbolos – cruz, crescente, estrela…

Nas três crenças abraâmicas, contam-se historietas para entreter os palonços – Abraão deve ter existido tanto como de real têm os gambuzinos; Jesus talvez tenha andado por aí, mas nunca disse querer fundar uma nova crença – parece ter sido um honesto funcionário do poder hebraico; Maomé, de cuja existência física não se duvida, tudo indica que foi um político sagaz e ponderado, que apercebendo-se do défice de seriedade e de humanidade reinantes, tentou criar um código de moralidade e de equidade – ainda estava vivo quando a pandilha familiar – filhas, filhos, sobrinhos – se envolveram numa disputa pelo poder que o «profeta» engendrara.

Torah, Bíblia, Corão… três versões da mesma falácia. Nunca ouvimos falar de que tenham dado origem a qualquer coisa de positivo, fora um ou outro efeito de placebo – Continuam a ser motivo para espalhar a morte e a intolerância  Só havia uma maneira de resolver o problema – fechar templos, dinamitar locais «sagrados«, pôr padres, pastores, papas, cardeais, bispos, imãs, rabis e correlativos no desemprego (com direito ao rendimento mínimo). Os raivosos que, em mesquitas e madraças, igrejas, sinagogas ou noutros locais, onde uns exercem pedofilia e outros transformam pobres diabos em assassinos, pô-los em locais saudáveis tipo Alcoentre…

Se Deus existe, apostamos em como nos ficaria grato.

Se não existe…

One comment

  1. Maria de sa

    “…… Só havia uma maneira de resolver o problema – fechar templos, dinamitar locais «sagrados«, pôr padres, pastores, papas, cardeais, bispos, imãs, rabis e correlativos no desemprego (com direito ao rendimento mínimo). Os raivosos que, em mesquitas e madraças, igrejas, sinagogas ou noutros locais, onde uns exercem pedofilia e outros transformam pobres diabos em assassinos, pô-los em locais saudáveis tipo Alcoentre… Se Deus existe, apostamos em como nos ficaria grato. Se não existe…”Pardais ao ninho”

    *Artigo tão caústico e tão espectacular -obrigada Dr.Loures *

    *Maria *

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