A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Hoje, optamos por um editorial diferente – uma notícia do jornal londrino The Sun, alerta os leitores para a iminência de um tsunami na Península Ibérica. The Sun é um dos mais famosos tablóides do mundo – vende quase três milhões de exemplares por dia. Tablóide é aqui empregue quer na acepção substantiva, primária, referente ao formato reduzido, mas também com o papel adjectivante de jornal populista, demagógico e formador de uma opinião pública favorável a manobras e interesses que nada têm a ver com a função jornalística. E essa suspeição levou-nos a uma reflexão sobre a função actual da imprensa e, na generalidade, da comunicação social. Já aqui temos referido a tese da politóloga e professora Ángeles Díez que, numa conferência proferida em Madrid, pôs em causa a ideia, difundida principalmente nos meios alternativos, de que as grandes corporações mediáticas e, por extensão, os meios de que são proprietárias, constituem armas nas mãos dos poderosos para desencadear guerras e controlar o poder. Na sua dissertação, a politóloga expendeu uma teoria mais audaciosa: os grandes empórios são “eles mesmos, a guerra e o poder”.