DIA MUNDIAL DA CRIANÇA por Luísa Lobão Moniz

Quando pensei  que mais uma vez se ia “festejar” o dia Mundial da Criança senti-me perdida neste mundo de guerras e refugiados, entre eles milhares e milhares de crianças.

Senti-me perdida porque há anos que se comemora o Dia Mundial da Criança e que grande parte das pessoas não sabe o porquê desta data e não é por falta de conhecimento…

Senti-me perdida como pessoa que tem dedicado muito do seu tempo e trabalho na defesa da Criança e no denunciar de como o comércio se aproveitou da sensibilidade de todos para fazer grandes negócios.

Fico triste quando oiço uma inocente criança dizer “ganhei uns patinas…”. O Dia Mundial da Criança não é um dia de ganhar prendas (também pode ser). O que sabem as crianças do que se tem passado com outras crianças noutras partes do mundo?

O Dia Mundial da Criança foi instituído em cima de lágrimas, sangue, fome, abandono de tantas, tantas crianças.

O Dia Mundial da Criança tem o sorriso de quem não sabe o que é viver com carinho, com afecto, com reconhecimento.

Sei que a minha posição, relativamente a este tema é muito contestada, pois qual é o adulto que não gosta de dar uma prenda a uma criança, qual é o adulto que não gosta de proporcionar um dia diferente no dia 1 de Junho? Qual é o mal?

O mal é que muitas crianças desaparecem, ou porque se perdem ou porque são raptadas para serviços humilhantes que comprometem o normal desenvolvimento físico, psicológico e que raramente são ultrapassados na vida adulta.

Dia Mundial da Criança dia de crianças maltratadas, de crianças soldado, de crianças que tomam conta de outras crianças pelas estradas da Europa, de crianças que fogem das bombas com outras ao colo, crianças escravas a coserem  bolas de futebol, ou roupas de marcas…

Crianças que pela sua capacidade de rir e de chorar e de perguntar porquê servem de musas para muitos poemas,  histórias, filmes e peças de teatro.

O mundo que lhes é mostrado é um mundo irreal, cheio de efeitos especiais.

Mas também fico feliz quando vejo pais, mais jovens, darem livros aos filhos, lerem histórias antes de dormirem…terem preocupações ambientais. O valor do carinho e do afecto é-lhes transmitido sem nada dizerem, mas ensinando-os através do exemplo que se vive em casa.

Os adultos têm a obrigação de dar uma vida boa a todas as crianças, e a denunciarem casos de violação dos Direitos da Criança.

Todas as Crianças são bem vindas e encontrarão certamente alguma brecha que as leve ao caminho para a felicidade.

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