O VERÃO, O ÁLCOOL E OS JOVENS por Luísa Lobão Moniz

Começou o Verão e com ele o prazer, para alguns, de um tempo bem passado. Mas o tempo bem passado não pode ser aquele que é medido pelas noitadas e excesso de álcool, pelo levar consigo as crianças ou para as deixar sozinhas em casa enquanto vão com os amigos a um bar onde ficam a consumir droga, ou seja, bebidas alcoólicas.

O álcool em excesso é uma droga tão prejudicial como muitas outras, só que é socialmente aceite, não somos afinal um país produtor, exportador de vinhos reconhecidos internacionalmente!

O que significa o aumento de consumo de álcool entre os jovens, muito jovens por vezes com 12 e 13 anos?

Bebem até caírem e serem levados para o hospital. Mas nada acontece em termos de educação familiar. Para os adultos, para os educadores o álcool é uma brincadeira sem importância, natural na idade deles.

Para os adultos o que faz mal é a droga dura (não há drogas duras ou leves, há drogas que causam dependência e modificam o comportamento, como o álcool).

O álcool não é um brinquedo para os jovens, o álcool é considerado uma droga que actua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem o consome.

Se for esctasi ou cocaína é um grave problema familiar, se for uma “bebedeira” o rapaz ou a rapariga descontrolou-se e bebeu demais..é como os outros jovens, todos bebem.

Os adolescentes, os jovens não acreditam que o álcool faz estragos nos seus organismos ainda em crescimento. O álcool provoca mais acidentes, mais frustrações, mais desconforto.

O que fazer? Sabemos que as sanções sociais podem limitar os comportamentos.

Qual é a sanção social ou familiar que possa limitar o consumo de álcool?

Os adolescentes, os jovens são enganados pela publicidade, são ignorados em casa.

Como todos os comportamentos, o dosear as bebidas alcoólicas deve ser aprendido em casa. A adesão ao álcool é feita através da propaganda na televisão, nos cartazes de rua, nas revistas…não há contraponto. Os pais não sabem dizer Não, preferem ignorar e dizer que os filhos são iguais aos outros ou, dando-lhes atenção, enveredam pela proibição ou pela ameaça de castigo.

É tão fácil conversar sobre o excesso de álcool como sobre violência.

Para mudar os comportamentos é preciso diálogo e respeito mútuo.

É preciso uma boa relação afectiva baseada na confiança.

A saúde e o respeito são em primeiro lugar da responsabilidade familiar.

O Verão e as férias fazem um grande apelo ao consumo de drogas e os jovens, com a sua curiosidade natural, querem experimentar tudo.

É preciso preparar os jovens para saberem dizer não ao álcool. É preciso os pais prepararem-se para estarem com os seus filhos adolescente.

 

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