Os 150 anos do nascimento do poeta Camilo Pessanha começam a assinalar-se a 31 de Agosto, em Macau, com uma nova edição da obra “Clepsidra”. É uma versão em chinês, da autoria de Yao Jingming, numa edição do Instituto Cultural de Macau. Será no Consulado-Geral de Portugal em Macau.
Ao longo de uma semana, de 1 a 7 de Setembro, no edifício do antigo tribunal, Pessanha vai ser lembrado através de um conjunto de exposições de artes plásticas e de fotografia, conferências, inauguração de arte pública e lançamento de vários livros.
Camilo Pessanha viveu em Macau entre 1894 e 1926, aí tendo falecido.
A obra poética “Clepsidra”, de Camilo Pessanha, declamada em áudio (Inserida no Centro de Investigação LabCom, a BOAL — Biblioteca Online Áudio de Literatura)



Informação da Casa Fernando Pessoa:
Na próxima semana, dia 7 a partir das 17h00, a editora Alma Azul organiza uma leitura integral de Clepsidra, de Camilo Pessanha.
«Decerto que V. Exa. de mim não se recorda. Duas vezes apenas falámos, no “Suíço”, e fui apresentado a V. Exa. pelo general Henrique Rosa. Logo da primeira vez que nos vimos, fez-me V. Exa. a honra, e deu-me o prazer, de me recitar alguns poemas seus. Guardo dessa hora espiritualizada uma religiosa recordação. Obtive, depois, pelo Carlos Amaro, cópias de alguns desses poemas. Hoje, sei-os de cor, aqueles cujas cópias tenho, e eles são para mim fonte continua de exaltação estética.»
Fernando Pessoa escreveu a Camilo Pessanha, manifestando grande admiração pelos seus poemas e interesse em publicá-los na Orpheu.