BRASIL ATUAL – PRÁTICAS FASCISTAS SÃO FUNDAMENTAIS PARA MANUTENÇÃO DO MODELO CAPITALISTA – ENTREVISTA com RUBENS CASARA – por GLAUCO FARIA

OBRIGADO A RUBENS CASARA, GLAUCO FARIA, REDE BRASIL ATUAL E CAMILO JOSEPH

 

 

http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2017/09/as-praticas-fascistas-sao-fundamentais-para-a-manutencao-do-modelo-capitalista

  ‘Práticas fascistas são fundamentais para manutenção do modelo capitalista’

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Para o juiz e doutor em Direito Rubens Casara, elementos do fascismo contribuem para formar um pensamento homogêneo que elimina a diferença, só admitida “se puder ser transformada em mercadoria”

O brasileiro foi levado a acreditar no uso da força, da violência, para resolver os mais variados problemas – Alice Vergueiro/IBCCRIM

São Paulo – Um Estado que retoma o ideário neoliberal e fortalece seu poder repressivo para conter parte da população “indesejável”. Esse é o modelo que caracterizaria a “pós-democracia”, conceito utilizado pelo juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e doutor em Direito Rubens Casara.

No Brasil, esse Estado adquire características próprias, já que o país “se acostumou com o autoritarismo”, segundo o jurista. “As grandes transformações brasileiras foram feitas de cima pra baixo, sem grandes rupturas, de modo a se mudar para que as coisas continuassem do jeito que estavam, a chamada lógica de Lampedusa. O brasileiro foi levado a acreditar no uso da força, da violência para resolver os mais variados problemas”, aponta.

E se em outros períodos da História o fascismo foi um obstáculo para a efetivação do capitalismo, hoje ele se tornou um aliado. “Práticas fascistas são fundamentais nesse controle da população e na formatação de um pensamento homogêneo que é interessante para a sociedade de consumo, já que a diferença no contexto do Estado Pós-Democrático, para a razão neoliberal, só é admitida se puder ser transformada em mercadoria.”

Na entrevista a seguir, concedida em meio à realização do 23º Seminário Internacional de Ciências Criminais, promovido pelo Ibccrim, Casara aborda o papel da cultura do ódio nesse cenário e fala sobre a aparente passividade da população diante da retirada de direitos em curso no país. “Temos que nos interpretar, saber o que queremos, verificar qual a nossa responsabilidade pelo que estamos vivendo e partir para a ação. Iniciar um processo de mudança, ou que seja apenas para caminhar. Hoje nós não estamos andando.”

Para continuar a ler esta entrevista a Rubens Casara clique no link acima, logo a seguir à imagem de Glauco Faria.

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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