
| CRIAÇÃO TARDIA: AS ÚLTIMAS REBELDIAS DOS ARTISTAS uma conversa a partir do livro Sobre o estilo tardio, de Edward Saïd com Cristina Mora, Pedro Rodrigues, Regina Guimarães e outrosSábado, 16 de Setembro, 16h A criação «tardia» não é sinónimo de descanso e repouso como se poderia pensar. Para muitos artistas os últimos anos da sua vida não foram tempos de ficar apenas «sereno e sábio», mas passaram por um repensar das coisas, muitas vezes de forma inconclusiva, deixando espaços abertos, e criando obras onde se encontram rebeldias, incongruências, inquietações e novas descobertas. Esta sessão sobre a «criação tardia» pretende não apenas debater a criação artística «na velhice», mas pensar o facto de muitos artistas terem criado obras em que ultrapassam barreiras, abrem caminhos, descobrem coisas, estão a anunciar outras ideias, nos anos finais da sua vida. No teatro, no cinema, na literatura, na pintura, na música. O livro On late style (Sobre o estilo tardio) de Edward Saïd serviu-nos de inspiração. Refere-se, entre outros, a Beethoven, um homem que escreveu obras nos anos finais da sua vida que parecem fracturadas, intransigentes, complexas, sem concessões, interrogativas, enfrentando contradições, e até «esticando» as tensões entre a arte e a vida e questionando o próprio acto de criar. Mas o livro fala de outros criadores: Ibsen ou Genet, por exemplo, no teatro. A música de Richard Strauss. O cinema de Visconti. A filosofia de Adorno. A interpretação musical de Glenn Gould. Noutros casos, como o de Mário Dionísio ou o de Ernesto Sabato, os artistas centram-se durante a velhice numa actividade sua menos conhecida que só puderam desenvolver plenamente mais tarde. Como mostra também a pintura tardia de Mário Dionísio (em exposição actualmente na Casa da Achada), de surpresa em surpresa, na sua impetuosa rebeldia. |
OFICINA: RODA DE DESENHO
Domingo, 17 de Setembro, Quando se desenha colectivamente numa mesma folha de papel, acontecem coisas imprevistas. Numa roda de desenho a folha gira e as canetas tomam caminhos inesperados. No fim de cada roda, dá-se um título ao desenho que ficou. Daniel Valente regressa à Casa da Achada para organizar estas rodas de desenho, desta vez com dois amigos, Rodrigo Gonçalves e Pedro Rodrigues. |
CICLO A PALETA E O MUNDO IV
Segunda-feira, 18 de Setembro, 18h30 Leitura comentada, com projecção de imagens, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Nesta sessão, Eduarda Dionísio continua a leitura da conclusão da obra. Ciclo de cinema ao ar livre: Segunda-feira, 18 de Setembro, 21h30 Para este ciclo de cinema ao ar livre, no terreno à frente da Casa da Achada, escolhemos filmes em que os protagonistas são pessoas com vidas longas e curiosas. Nesta sessão, projectamos o filme De Hiroshima a Fukushima (2016, 80′) de Marc Petitjean, apresentado por Pedro Soares. |
|
NO HORÁRIO DE ABERTURA*, PODEM VISITAR A EXPOSIÇÃO E BIBLIOTECA DA CASA DA ACHADA:
EM QUALQUER DIA, COM MARCAÇÃO, É POSSÍVEL CONSULTAR:
QUEM QUER EXPERIMENTAR TEATRAR?
QUEM QUISER E PUDER PODE AJUDAR A CASA DA ACHADA: |
|
||
Contactos
| Casa da Achada – Centro Mário Dionísio Rua da Achada, 11, R/C 1100 – 004 Lisboa (ver localização) |
|
| 218 877 090 | |
| Casa da Achada casadaachada@centromariodionisio.org |
|
| Livraria livraria@centromariodionisio.org |
|
| Distribuição de Edições livros@centromariodionisio.org |
|
| NIB para donativos e pagamento de quotas 0036 0000 9910 5869 2830 8 |
| Equipa de Comunicação Web
|
|
| André Spencer e F. Pedro Oliveira | |
