LANÇAMENTO de “LUTA ARMADA”, de ISABEL DO CARMO – HOJE, 16 de NOVEMBRO, às 19 horas, na FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS da UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA.

Isabel do Carmo conta pela primeira vez os anos passados na clandestinidade a combater o Estado Novo, décadas em que fundou e liderou o Partido Revolucionário do Proletariado e as Brigadas Revolucionárias (PRP-BR). Também revela a actuação da LUAR e da ARA, as duas outras organizações armadas portuguesas activas à época. Entrevista Carlos Antunes, Camilo Mortágua e Raimundo Narciso, inclui um testemunho de Maria Machado, e dialoga com os filhos sobre a sua própria experiência e motivações. Finalmente, reflecte sobre os movimentos similares na Europa e nos Estados Unidos nas décadas de 1960 e 1970, durante «os dias de fúria da Europa Rebelde», e as suas derivas e evoluções até à actualidade.

«Pertenci a uma organização armada. Este facto faz-me reflectir sobre a matéria, tanto no que diz respeito ao nosso país como a outros países europeus. A reflexão estende-se à questão da violência em geral e os antecedentes históricos dos que se reclamam do socialismo nos últimos dois séculos, com continuidade que vem até aos nossos dias. Tem havido um défice de informação sobre os factos relacionados com acções armadas que ocorreram antes do 25 de Abril na luta contra a ditadura. A nossa história contemporânea deverá incluí-los como parte dessa luta. Só poucos autores o fazem.”

Isabel do Carmo militou no Partido Comunista Português dos 18 aos 30 anos. Foi membro da Comissão Pró-Associação de Medicina e da Reunião Inter-Culturais (RIC) da Universidade de Lisboa. Fez parte dos corpos gerentes da Ordem dos Médicos de Lisboa e Sul até esta ser fechada em 1973 pela PIDE, altura em que foi presa. Em 1970 fundou com Carlos Antunes as Brigadas Revolucionárias (BR) e depois o Partido Revolucionário do Proletariado (PRP). O PRP/BR, cuja direcção continuou a integrar, teve actividade destacada durante o processo revolucionário de 1974/75. Foi directora do jornal Revolução e colaboradora do Página Um. Após a contra-revolução, foi presa de 1978 a 1982. Desde então tem mantido sempre actividade política e cívica a nível individual e colectivo. É licenciada e doutorada pela Faculdade de Medicina de Lisboa.

Contamos com a sua presença.

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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