UM TEXTO (MUITO ANTIGO) DE MANEL CRUZ

UM TEXTO (MUITO ANTIGO) DE MANEL CRUZ

 

Desenho de Manel Cruz

 

E de uma frincha aparentemente estéril, rompeu a planta, ávida de se abrir à cidade.
Cidade essa, esquecida dos seus recantos, distraída do bater dos seus inúmeros corações.
E na frase interrompida de uma história pousou de novo a caneta.
E pontos que hibernavam eclodiram fervilhantes.
Linhas adormecidas voltam a acender-se como néons, acordando as ideias que inventam o espaço e o universo.
E a planta acordou o bairro com a promessa de uma primavera.
A reinvenção da permanência, no pensar um povo com o oxigénio de hoje.
A linguagem identitária que reagrupa os seus átomos para ser de novo o que é, dando voz aos novos mundos que precisamos de sonhar.
E os lugares à margem do pensamento reivindicam agora a parte do todo, mostrando as veias que os ligam incontornavelmente ao corpo, reclamando os rios vitais para esse
sonho comum, essa vida una

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