A LUTA CONTINUA por Luísa Lobão Moniz

Sim, assassinaram Marielle Franco e as gentes do mundo indignaram-se, são imensas as manifestações de repúdio por este bárbaro acontecimento.

Quatro balas na cabeça fizeram o coração parar e ela cair no chão que sempre pisou não abdicando da sua liberdade de dizer por toda a parte que todas as pessoas têm direito a terem, a serem iguais independentemente das suas origens, religiões ou género, ou seja, a Declaração dos Direitos Humanos não pode ser esquecida.

Mulheres de todo o mundo já foram torturadas, humilhadas em público, assassinadas por defenderem a igualdade entre géneros, por defender o fim das favelas, por defender uma boa vida para todos e para todas.

A violência em casa contra as mulheres é uma violência de género.

A mulher é “o descanso do guerreiro”, é a escrava do lar que tudo faz, ou seja, trabalha mais uma hora e meia e ganha menos do que os homens.

Só as mulheres devem lutar pela liberdade? E os homens sentem-se bem sabendo que muitas mulheres são maltratadas e assassinadas porque são mais fracas, porque são mulheres.

A sociedade é cúmplice desta brutalidade social.

Acredito que quem trabalha em escolas, em hospitais, podem chamar a atenção para este comportamento, mas muitas vezes são iniciativas mais ou menos pessoais.

Se aprendemos na escola a “não gozar” os “caixa-de-óculos” ou os gordos, também podemos aprender e ensinar que os Direitos Humanos devem ser vividos e defendidos contra todos os preconceitos.

Quando eu era criança queria ser cientista e o sonho foi logo desfeito porque uma professora disse: queres ser cientista? Não podes ser cientista porque és mulher.

As mulheres depois deste assassinato uniram-se, fizeram greve, manifestaram-se nas ruas porque acreditam na igualdade de género.

Faço votos para que eu e todas e todos consigam superar o medo e digam por toda a parte , que se comportem com naturalidade nas relações sociais e pessoais em nome da Declaração dos Direitos Humanos.

Naturalidade?

Sim, nascemos e morremos como todos os homens e como todas as mulheres. Nesta altura não há desigualdade de género, ninguém tem mais poder do que o outro.

Aqui somos iguais.

Obrigada a todas as Marielles do mundo. Quando uma cair muitas mais se levantam, depende de nós…

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