BRASIL – PETROLEIROS PARAM NA QUARTA; POR SOBERANIA NACIONAL E PELA CABEÇA DE PARENTE + FUP: ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO SOBRE OS PREÇOS ABUSIVOS DE COMBUSTÍVEIS + 10 PROBLEMAS EVIDENCIADOS PELA GREVE DOS CAMINHONEIROS, análise de LAURA CARVALHO + outros – notícias enviadas por CAMILO JOSEPH

 

Petroleiros param na quarta, por soberania nacional e pela cabeça de Parente

Por

 Nocaute

 –

27 de Maio de 2018

2

 

Segundo José Maria, presidente da FUP, as reivindicações da greve são a redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis, contra a privatização da empresa e pela saída imediata do presidente Pedro Parente, que, junto com Michel Temer mergulharam o país numa crise sem precedentes.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados entram em greve nacional de advertência de 72 horas neste dia 30, quarta-feira. As reivindicações são a redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis, contra a privatização da empresa e a saída imediata do presidente Pedro Parente, que, junto com Michel Temer e suas políticas entreguistas, mergulharam o país numa crise sem precedentes.

A FUP demonstra como a atual política de reajuste dos derivados de petróleo, que fez os preços dos combustíveis dispararem, é “reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobras”. Sem meias palavras os petroleiros apontam os culpados pelo caos: Pedro Parente e Michel Temer.

A crise, segundo a FUP, se intensificou diante da convocação das Forças Armadas para ocupar as refinarias. A Federação Única dos Petroleiros considera esse gesto um grave ataque ao Estado Democrático de Direito e exige a retirada imediata das tropas militares que estão nas instalações da Petrobras.

O aprofundamento da crise, segundo a FUP, é um problema de gestão da Petrobras, que vem sendo administrada para atender exclusivamente aos interesses do mercado. Com a política de Parente, a Petrobras está sendo reduzida a uma mera exportadora de petróleo. Os derivados importados já representam 24% do mercado nacional. Ou seja, a cada 10 litros de gasolina vendidos no Brasil, 2,5 litros são importados. Quando, ainda segundo a FUP, a empresa poderia abastecer todo o país com diesel, gasolina e gás de cozinha a preços bem abaixo do mercado internacional.

“O número de importadoras de derivados quadruplicou nos últimos dois anos, desde que Parente adotou preços internacionais, onerando o consumidor brasileiro para garantir o lucro do mercado. Em 2017, o Brasil foi inundado com mais de 200 milhões de barris de combustíveis importados, enquanto as refinarias, por deliberação do governo Temer, estão operando com menos de 70% de sua capacidade”, esclarece a FUP. “A gestão entreguista de Pedro Parente está obrigando a Petrobras a abrir mão do mercado nacional de derivados para as importadoras, que hoje são responsáveis por um quarto de todos os combustíveis comercializados no país”, denuncia a Federação.

Vale lembrar que Pedro Parente, no governo Fernando Henrique Cardoso, ficou conhecido como o ‘ministro do apagão’. Parente coordenou o comitê responsável por administrar a crise de energia elétrica de 2001, resultado da falta de investimentos e a privatização do setor elétrico no país.

“Estamos diante de mais um apagão imposto por Pedro Parente. Um desmonte que a mídia esconde, fazendo a população pensar que a disparada dos preços dos combustíveis é apenas uma questão de tributação”, denuncia a FUP.  “Com o aumento drástico da importação de combustíveis, ficou mais difícil controlar os preços, pois, sem a paridade internacional, as importadoras saem de cena, deixando o prejuízo para a Petrobras. Se a estatal não voltar a ocupar lugar de destaque no refino e na distribuição de derivados, ficará cada vez mais refém dos preços internacionais”, complementa a Federação.

Neste domingo (27) os petroleiros farão novos atrasos e cortes de rendição nas quatro refinarias e fábricas de fertilizantes que estão em processo de venda: Rlam (BA), Abreu e Lima (PE), Repar (PR), Refap (RS), Araucária Nitrogenados (PR) e Fafen Bahia.

Na segunda-feira (28) a FUP e seus sindicatos realizarão um Dia Nacional de Luta, com atos públicos e mobilizações em todo o Sistema Petrobrás, denunciando os interesses que estão por trás da política de preços de combustíveis, feita sob encomenda para atender ao mercado e às importadoras de derivados.

 

MAIS NOTICIAS

www.ocafezinho.com/2018/05/22/em-apenas-4-meses-eua-vendem-quase-r-7-bilhoes-em-oleo-diesel-para-o-brasil/

www.brasil247.com/pt/247/economia/356358/Petroleiros-antecipam-greve-para-esta-segunda-e-pedem-Fora-Parente.htm

www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/356318/Parente-quebrou-o-país-para-defender-tubarões-que-rapinam-Petrobras.htm

www.brasil247.com/pt/247/economia/356319/O-apocalipse-de-Parente-já-causou-prejuízos-de-pelo-menos-R$-10-bi-ao-País.htm

https://jornalggn.com.br/fora-pauta/a-petrobras-e-a-raiz-do-golpe-por-andre-araujo

 

 

 

MANUELA DAVILA NA SALA DO ZÉ

FUP: ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO SOBRE OS PREÇOS ABUSIVOS DE COMBUSTÍVEIS

Por Redação

26 de Maio de 2018 : 15h29 |

Publicado pela FUP

A disparada dos preços da gasolina, do gás de cozinha e do diesel não pode ser tratada como uma questão apenas de tributação. É, acima de tudo, um problema de gestão da Petrobrás, que vem sendo administrada para atender exclusivamente aos interesses do mercado.

Com o aval do governo Temer, o presidente da empresa, Pedro Parente, adotou em outubro de 2016 uma política de preços internacionais para os derivados produzidos pela estatal, sem estabelecer qualquer mecanismo de proteção para o consumidor. A FUP denunciou na época que quem pagaria a conta seria o povo brasileiro e que o País estaria refém das crises internacionais de petróleo.

Mesmo sabendo das consequências, Temer e Parente optaram por satisfazer o mercado e, em julho do ano passado, os reajustes nas refinarias passaram a ser diários. Desde então, a Petrobrás alterou 230 vezes os preços nas refinarias. Isso resultou em aumentos de mais de 50% na gasolina e diesel, enquanto os preços do GLP tiveram 60% de reajuste.

Não adianta, portanto, reduzir os impostos, que o governo já havia aumentado em 100% no ano passado, se não houver uma mudança estrutural na gestão da Petrobrás. Os combustíveis continuarão subindo de forma descontrolada, enquanto o principal foco do problema não for atacado.

O alinhamento internacional dos preços de derivados faz parte do desmonte da Petrobrás. O objetivo é privatizar as refinarias, os dutos e terminais, assim como já ocorreu com os campos do Pré-Sal, gasodutos, subsidiárias, entre dezenas de outros ativos estratégicos da estatal. Para facilitar a entrega, Pedro Parente, subutilizou o parque de refino e passou a estimular a importação de derivados por empresas privadas.

Em 2013, a Petrobrás tinha capacidade de atender 90% da demanda interna de combustíveis. Em 2017, esse percentual caiu para 76%. Algumas refinarias já operam com menos da metade da capacidade de produção, como é o caso da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, uma das quatro unidades que Parente colocou à venda.

Beneficiadas por essa política, as importadoras de combustíveis fazem a festa. Os derivados importados já representam 24% do mercado nacional. Ou seja, a cada 10 litros de gasolina vendidos no Brasil, 2,5 litros são importados. Enquanto isso, a Petrobrás está sendo reduzida a uma mera exportadora de petróleo, quando poderia abastecer integralmente o País com diesel, gasolina e gás de cozinha a preços bem abaixo do mercado internacional.

Pedro Parente, que no inicio dos anos 2000, no governo Fernando Henrique Cardoso, ficou conhecido como o ministro do apagão, de novo criou uma armadilha para o povo. Com a enxurrada de importação de combustíveis, ficará mais difícil controlar os preços, pois, sem a paridade internacional, as importadoras saem de cena, deixando o prejuízo para a Petrobrás. Se a estatal não voltar a ocupar lugar de destaque no refino e na distribuição de derivados, ficará cada vez mais refém dos preços internacionais.

Estamos, portanto, diante de mais um apagão imposto por Pedro Parente. Um desmonte que a mídia esconde, fazendo a população pensar que a disparada dos preços dos combustíveis é apenas uma questão de tributação.

Por isso os petroleiros farão a maior greve da história da Petrobrás. Uma greve que não é por salários, nem benefícios. Uma greve pela redução dos preços do gás de cozinha, da gasolina e do diesel. Uma greve pela retomada da produção de combustíveis nas refinarias brasileiras e pelo fim das importações de derivados de petróleo. Uma greve contra o desmonte da empresa que é estratégica para a nação.

Porque defender a Petrobrás é defender os interesses do povo brasileiro.

27 DE MAIO DE 2018, 17H08

10 problemas evidenciados pela greve dos caminhoneiros

Por Laura Carvalho, Economista e professora da FEA/USP  e coord. Do programa economico do candidato BOULOS-  Psol, explica o que levou à crise no país, com a paralisação dos caminhoneiros que completou sete dias

Por Redação

  27 de Maio de 2018

  1. A política equivocada de preços da Petrobras, que para tentar corrigir o subsídio excessivo do governo anterior, passou a adotar o extremismo de mercado, deixando os preços absorverem toda a volatilidade dos mercados internacionais.

  2. A falta de uma agenda de crescimento para resolução dessa crise econômica profunda. A crise atingiu em cheio o setor de transportes de carga, que por isso não consegue repassar para preços o aumento brusco do custos com combustíveis.

  3. As deficiências do nosso regime de concessões rodoviárias, que não regula adequadamente os aumentos excessivos nas tarifas de pedágio.

  4. O poder político excessivo das associações patronais, que estão sempre atuando para pressionar o governo por uma redução de impostos que beneficie os setores empresariais. Dada a agenda implementada de ajuste fiscal, isso acaba fazendo o custo da crise recair sobre os mais pobres, que sofrem com os cortes no Orçamento destinados a áreas prioritárias.

  5. A grave injustiça tributária brasileira, que deveria ter peso muito menor de impostos sobre consumo, produção e renda do trabalho e muito maior sobre a renda do capital e o patrimônio.

  6. O excesso de vulnerabilidade a choques externos causada pela porta giratória de capitais especulativos de curtíssimo prazo, que entram e saem do país a partir das condições financeiras internacionais. A regulação desses fluxos é essencial para reduzir a volatilidade do preço do dólar em reais.

  7. A falta de investimentos em malha ferroviária, hidroviária e metroviária, que leva à dependência excessiva do transporte rodoviário entre estados e dentro das grandes cidades.

  8. A dependência excessiva de combustíveis fósseis e a política equivocada de redução da CIDE durante o governo Dilma, que acabou prejudicando a produção de etanol.

  9. A falta de incentivos à produção local familiar de alimentos, que faz com que haja enorme dependência de combustíveis para transportar hortaliças. O problema também explica o efeito recorrente de choques no preço dos alimentos sobre o nosso índice de inflação.

  10. A falta de legitimidade de um governo não eleito, que faz com que a situação de crise abra espaço para rupturas democráticas ainda mais profundas.

Leia também clicando em:

https://www.revistaforum.com.br/laura-carvalho-10-problemas-evidenciados-pela-greve-dos-caminhoneiros/

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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