A vida da escola tem sido pautada por muitas proibições e violentos castigos.
Desde que se entra no portão da Escola as regras começam a ser diferentes das regras que se vive em casa, em qualquer casa de famílias de diversos saberes e culturas.
Há grupos culturais que têm mais em dificuldade em entender certas restrições dos seus comportamentos, como a comunidade cigana.
Desde que entrei na Escola que sempre ouvi a palavra não e castigo.
Antes do 25 de Abril as raparigas não podiam ir para a Escola de calças ou de mini saia. Hoje em dia até custa a acreditar que se pudesse proibir e que não se desobedecesse.
Havia liceus que proibiam as alunas de irem para a Escola de camisolas sem mangas.
Era obrigatório ir de bata para a Escola.
Proibir, proibir, proibir era o lema das direcções das escolas. Havia o espalhar do medo do diferente, da liberdade de se vestir o que se gostasse o que seria a porta aberta para a desobediência.
Quando há proibição há medo, pois quem proíbe é quem manda e tem o poder de castigar.
Já lá vai o tempo em que se proibia o uso das máquinas de calcular na sala de aula.
Já lá vai o tempo em que as raparigas não se podiam maquilhar, a maquilhagem seria o primeiro passo para comportamentos desadequados com rapazes.
Era proibido dar gargalhadas nos refeitórios sob pena de se ser castigado e sair e só almoçar no fim.
Todas as cores, sons, imagens que pudessem ser diferentes, que não pudessem ser controlados pelos adultos eram proibidos.
Geralmente quando a Escola percebe que não consegue controlar, por exemplo, o uso do telemóvel, proíbe o seu uso e quem o fizer fica sujeito ao respectivo castigo.
Proibir-castigar é Educar para a Liberdade, para a Cidadania?
O que é o telemóvel, para que serve, como o podemos utilizar, o que não se deve fazer e porquê?
Utilizar correctamente o telemóvel é mais um conhecimento que todos aprendem.
Tudo tem um lado bom e um lado mau.
Quem não quiser aceitar a liberdade terá que ser responsável pelo seu acto perante os outros.