CARTA DE BRAGA – “é outono!”- por ANTÓNIO OLIVEIRA

Mais de cinco milhões de crianças em risco de morte no Iémen!

A notícia já tem uns dias mas obriga a pensar e muito pelos países envolvidos e pelos que os apoiam!

A crise no Iémen tem implicações muito sérias porque aqueles milhões de crianças não sabem quando poderão comer outra vez! acusou a organização não governamental Save the Children!

O ser humano tem os recursos necessários para poder justificar uma qualquer desumanidade! Só precisa de se documentar para o fazer, porque justificar é uma questão meramente ética, mas a necessitar de estudo e ponderação!

O imperativo ético defendido por Hans Jonas afirma a responsabilidade como garante da ética, numa civilização a que a tecnologia deu capacidade de utilização desmedida, mas a poder provocar também inesperadas consequências éticas, mesmo catastróficas, para toda a humanidade.

Max Weber, diz a mesma coisa de uma maneira simples, ao separar a ética da responsabilidade da ética da convicção, as duas próprias do humano, mas a primeira para garantir a manutenção do poder, depois de a da convicção ter ajudado a conquistá-lo!

Sempre a ética, antes e depois, mas sempre!

Podemos incluir em qualquer uma das duas alíneas, uma quantidade não desdenhável de nomes mais ou menos habituais nos órgãos de comunicação, nem sempre pelos melhores motivos, alguns mesmo ridículos, mas de consequências sociais e políticas que afectam a maioria das populações das áreas que se propuseram servir.

O actor e realizador argentino Ricardo Darin, resumiu tudo isto numa entrevista recente ‘se um dos funcionários que decidem o nosso destino se atrever a contar a verdade frente aos microfones e câmaras, não tenho a mais pequena ideia do que poderia acontecer, mas não garanto que acabasse bem. Mas, pelo contrário, se um dirigente contasse os seus medos e as suas dúvidas, certamente que todos confiariam nele’.

As certezas dos políticos, tão maleáveis como promessas eleitorais, marcam a vida dos povos, especialmente nos tempos paradoxais que agora vivemos!

Recorrendo a uma linguagem simples e sem qualquer sustentáculo filosófico, o polvo bem caro na lota ou no mercado, encontra-se com facilidade entre a gente, quando se sabe e também se vê que colocar os valores por cima das máximas do capital, é só uma atitude suicidária.

Tudo porque o problema é conseguir apresentar provas e, visto isso, a maioria aceita um malcheiroso polvo como pet de companhia (hoje é mais in escrevê-lo em inglês!).

Talvez por estas razões, me lembre do médico, actor e cantautor uruguaio Jorge Drexler que, numa palestra recente em Vancouver, afirmou ‘as coisas só são puras se vistas de longe! É muito importante conhecer as nossas raízes, conhecer a nossa história e, ao mesmo tempo e no fundo, também é muito importante sabermos que todos somos de nenhum lado do todo e também um pouco de todos os lados

É, só pode ser este, o fundamento de todas as éticas mas, como e apesar deste calorão já estamos num outro período do ano, até nem nos devemos preocupar muito porque, diz o protagonista de “O grande Gatsby” de Scott Fitzgerald, ‘a vida volta a começar no outono!

Aqui também!

Talvez…

António M. Oliveira

Não respeito as normas que o Acordo Ortográfico me quer impor

 

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