Com o acordo agora alcançado entre o Vaticano do papa Francisco e a China de Xi Jinping, bem se pode dizer que a Besta do Apocalipse que é a igreja cristã católica imperial de Roma continua a levar por diante a sua insaciável fome de domínio das mentes-consciências dos povos todos do planeta. Foi preciso chegar ao início do terceiro milénio do cristianismo imperial católico, para vermos um clérigo nascido e criado na Argentina, filho do famigerado Inácio de Loyola (séc. XVI), eleito papa de Roma. E deste modo conseguir que a distante e inacessível China comunista abrisse as suas portas a um acordo entre os dois Estados. Fica assim claro que nem a China comunista resiste a entregar de bandeja as mentes-consciências dos seus múltiplos povos à civilização ocidental cristã, constituída por umas quantas elites privilegiadas, chamadas a controlar-dominar de modo científico multidões e multidões empobrecidas, escravizadas, alienadas.
A partir deste acordo, todos os bispos católicos da China – até agora, fiéis ao regime do Estado chinês, uns, e fiéis ao regime do Estado do Vaticano, outros – são igualmente bispos legítimos, reconhecidos pelos dois Estados. Com uma impensável cláusula exclusiva do Estado Vaticano: apenas o papa de Roma fica com direito de veto sobre as futuras escolhas dos clérigos católicos propostos a bispo. Pelo que, nesta matéria de estrutural importância, a China reconhece a hegemonia do Vaticano que passa a ter a última e decisiva palavra sobre os novos bispos a ordenar. Quer isto dizer que no futuro não há mais nenhum bispo católico na China que não tenha o aval do Vaticano. O império cristão de Constantino dá assim mais um dos seus passos de gigante no domínio das mentes das populações do mundo.
Como se vê, não há crimes de pedofilia dos clérigos que detenham as desmedidas ambições do jesuíta Francisco. Populista até dizer chega, depressa ganhou a admiração até de ateus e agnósticos. Apresenta-se como o grande reformador da empresa igreja católica S.A., uma espécie de Lutero séc. XXI. Mais não é mais do que um reciclado Inácio de Loyola, apostado em levar a fé cristã católica e o satânico domínio ideológico-teológico da Besta imperial da Roma papal até aos confins do mundo. Bem pode o papa chorar em público lágrimas de crocodilo pelas inúmeras vítimas dos crimes de pedofilia dos clérigos e pedir-lhes perdão vezes sem conta. Tudo não passa de um hábil desvio das atenções para o que, na sombra, a diplomacia do Vaticano continua a fazer para se expandir mais e mais. Pelo que as vítimas dos crimes dos clérigos bem podem esperar sentadas.
Quem como eu acompanha com olhos de ver os posts diários do papa Francisco no Twitter bem vê de quão beato ele lá se mascara. Chega a dar náuseas, de tão rasca e popularucho que se mostra. Só mesmo um jesuíta com esta variedade de máscaras, podia ser eleito papa e depressa granjear popularidade q.b. Tanto entre as elites dos privilégios, como entre as multidões miseráveis, ávidas de salvadores e de milagres do céu. Ao mesmo tempo que dá cobertura ideológico-teológica aos mais nefandos crimes em que é perita a diplomacia do Estado do Vaticano e do seu Banco, referências máximas da despótica civilização ocidental.
O cristianismo imperial católico regressa assim em força à China, onde chegou pela primeira vez em 1552, através de Francisco Xavier, enviado pelo seu amigo e companheiro Inácio de Loyola, o fundador da Companhia de Jesus. O mais eficiente exército de clérigos, altamente preparado e apetrechado para formatar as mentes-consciências das crianças e dos jovens estudantes que frequentem os seus inúmeros colégios e as suas múltiplas iniciativas nas mais diversas áreas. Que a tanto os obriga o incondicional voto de obediência ao papa. São tidos como heróis e santos. Não passam de eruditos formatados que formatam mentes de crianças-jovens em série!

