Não é que 2011 para cá tenha havido progresso digno dos maiores festejos mas, agora, apesar de tudo – haja alguma satisfação – já é possível, admitir-se que os herdeiros do antigamente não voltem a ter qualquer possibilidade de voltar ao executivo nacional.. Assim, apesar de tudo, não posso aceitar falar-se desta nesga territorial justa Atlântica como “espécie” de País? Quem é que compreendeu e soube dar toda a sua força aquele inesquecível passado mês de Abril ? Afinal, o Povo deixa-se, ou não, enganar? O Povo se sabe o que quer – o Senhor é que escreve – não pode ser assim tão pindérico ? Havendo tantos que vivem agarrados às rédeas do poder e que, dentre outras, merecem essa classificação para quê dispensá-los da exclusividade de serem, muito justamente, os mal tratados?CLV
Meu caro Carlos Leça da Veiga
Constatoo que não deixa de ter alguma razão.
Este texto foi escrito em 2011, numa época razoavelmente negra e deprimente, em que o chamado povo votava na Direita em grande estilo, feliz e contente.
Mas também eu recordo com saudade a adesão imediata dos portugueses ao 25 de Abril e ao primeiro 1º de Maio. De resto a minha ideia inicial foi comparar o tipo e os tiques da britânica personagem ao nosso querido e caseiro Marcelo – o mais veio por arrasto. Devo reconhecer (mesmo por entre alguma por vezes incontida mágoa, tristeza e desilusão) que as coisas estarão melhores do que antes – embora ainda algo piores do que poderiam estar. Houve uma evolução política nestes últimos tempos.
Quanto aos das “rédeas do poder” não os costumo poupar, como decerto já tem constatado. E são de facto as rédeas do poder (que controlam a informação, a televisão, os media em geral, eu sei) que contribuem para a perigosa ignorância dos povos.
Afinal também o Eça de Queiroz, o Mário Henriques Leiria ou o Alexandre O’Neil entre outros, zurziam nos comportamentos pindéricos e provincianos de alguma classe dita média. A ironia não é maledicência, é isso mesmo (ou tenta ser): ironia.
Carlos Reis
Não é que 2011 para cá tenha havido progresso digno dos maiores festejos mas, agora, apesar de tudo – haja alguma satisfação – já é possível, admitir-se que os herdeiros do antigamente não voltem a ter qualquer possibilidade de voltar ao executivo nacional.. Assim, apesar de tudo, não posso aceitar falar-se desta nesga territorial justa Atlântica como “espécie” de País? Quem é que compreendeu e soube dar toda a sua força aquele inesquecível passado mês de Abril ? Afinal, o Povo deixa-se, ou não, enganar? O Povo se sabe o que quer – o Senhor é que escreve – não pode ser assim tão pindérico ? Havendo tantos que vivem agarrados às rédeas do poder e que, dentre outras, merecem essa classificação para quê dispensá-los da exclusividade de serem, muito justamente, os mal tratados?CLV
Meu caro Carlos Leça da Veiga
Constatoo que não deixa de ter alguma razão.
Este texto foi escrito em 2011, numa época razoavelmente negra e deprimente, em que o chamado povo votava na Direita em grande estilo, feliz e contente.
Mas também eu recordo com saudade a adesão imediata dos portugueses ao 25 de Abril e ao primeiro 1º de Maio. De resto a minha ideia inicial foi comparar o tipo e os tiques da britânica personagem ao nosso querido e caseiro Marcelo – o mais veio por arrasto. Devo reconhecer (mesmo por entre alguma por vezes incontida mágoa, tristeza e desilusão) que as coisas estarão melhores do que antes – embora ainda algo piores do que poderiam estar. Houve uma evolução política nestes últimos tempos.
Quanto aos das “rédeas do poder” não os costumo poupar, como decerto já tem constatado. E são de facto as rédeas do poder (que controlam a informação, a televisão, os media em geral, eu sei) que contribuem para a perigosa ignorância dos povos.
Afinal também o Eça de Queiroz, o Mário Henriques Leiria ou o Alexandre O’Neil entre outros, zurziam nos comportamentos pindéricos e provincianos de alguma classe dita média. A ironia não é maledicência, é isso mesmo (ou tenta ser): ironia.
Carlos Reis