TEMPO DE INCERTEZAS por Luísa Lobão Moniz

Actualmente vivemos num tempo de incertezas e de certezas absolutas, e queremos obrigar o Outro a acreditar nas nossas certezas ou incertezas.

Cada um perante o Outro, por vezes, serve-se de estratégias de sedução ou de violência. E em nome de quê?

Não sabemos porque surgiu este Planeta Terra, não sabemos que caminhos optar para caminhar rumo a uma vida melhor.

Somos milhões de pessoas espalhadas por este Planeta e supostamente todos vivemos no século XXI.

Vivemos no tempo de tecnologias extremamente avançadas que permitem atenuar o sofrimento e curar de doenças que pareciam incuráveis.

A Humanidade, apesar de saber da finitude do Ser Humano, tem-se revelado muito generosa nos recursos oferecidos pela Natureza. Mas a Humanidade não se contenta só em ter recursos, quer saber de onde vem, para onde vai e como vai.

A Humanidade é de uma complexidade riquíssima nas diferentes culturas, riquíssima em exemplos da sua evolução.

A Humanidade começou por ter sons guturais hoje incompreensíveis, hoje perante tanta diversidade cultural os Seres Humanos acham-se no Direito de olhar em volta, ver as diferenças e de querer que todos sejam iguais, em que todos tenham casa, alimentação, saúde e educação.

E porquê? Como qualquer habitante do Planeta Terra queremos saber sempre mais e melhor. A distância da descoberta da roda, de acender um fogo, de ir transformando o seu sistema fonador para falar com todos. São várias as Línguas e são vários os territórios onde se fixaram sempre à procura de uma vida boa.

Mas o que tem acontecido é que o Ser Humano, com a ânsia da sabedoria adquirida, quer intervir na caminhada da Natureza. Ora, podemos tudo fazer para que a Natureza se adapte á vida humana, mesmo que para isso tenha que destruir, matar o próximo, torturar quem é contra o regime político do seu país, nem que para isso tenha que mudar o percurso natural dos rios provocando a extinção de várias espécies de animais e de plantas. Nem que para isso tenha definido com régua e esquadro a parte que cabe a cada povo, sem olhar aos meios utilizados, sem olhar para as culturas existentes, que crescem do lado esquerdo da régua, mas que lhe calhou o lado direito.

A bomba de Hiroshima, a guerra na Síria, as câmaras de gás, a morte de tantos seres humanos sujeitos à pena de morte… mostram-nos o lado negro da Humanidade.

As sociedades têm-se organizado em sistemas políticos cada vez menos defensores do Ser Humano e cada vez mais defensores das relações de poder dos mais fortes sobre os mais fracos, cada vez mais perto de escravaturas.

Mas a Humanidade não pára, organiza-se e começa a lutar por algo que não seria possível, em Portugal, antes da Revolução dos Cravos. A luta pela defesa dos animais, da Natureza, da Humanidade.

Ir expressar nas eleições a sua vontade política, não é importante, mas quando aparece um partido político que defende a vida do Planeta Terra, não há ideologias, há a defesa de um futuro melhor.

Há que governar de outra maneira, a ditadura, a democracia não estão a dar resposta a pessoas cada vez mais escolarizadas, com ideias próprias sobre o significado da Vida do Planeta, sobre um bem-estar outro, que não passe pela corrupção, pelos interesses económicos, pelos célebres cinco minutos de fama nos meios de comunicação social.

Porque existe este Mundo, este conjunto de pessoas que habita neste planeta?

Porque existe este Mundo em que o trabalho é cada vez mais explorado, em que as pessoas são enganadas em termos sociais e económicos?

Porque existe este Mundo formado por diversidades culturais complexas, mas enriquecedoras para qualquer Ser Humano?

A Humanidade tem-se modificado através de representações, de liberdade de expressão do pensamento, ao longo de milhares de anos.

Porque é que neste Mundo o Ser Humano não vive no mesmo Tempo? Porque as grandes conquistas da Humanidade não abrangem todo o Planeta? Porque o Ser Humano não “faz as pazes” com a Natureza?

One comment

  1. Carlos Leça da Veiga

    “As sociedades têm-se organizado em sistemas políticos cada vez menos defensores do Ser Humano…”.. Parece-me que este paragrafo devia pertencer ao paragrafo anterior. Então estas formas de organização da sociedade não mostram – e de que maneira – o lado negro da Humanidade? Não é a elas, muito principalmente, que ficam a dever-se os crimes apontados? CLV

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