Actividades no Hot Clube de 11 a 15 de Fevereiro 2020

Hot Clube – Praça da Alegria 48

Dia 11 de Fevereiro

COMBO DE ALUNOS DA ESCOLA DE JAZZ LUIZ VILLAS-BOAS


Esta noite é destinada à Escola de Jazz Luiz Villas-Boas | HCP.

Combo Latino da Escola de Jazz Luiz Villas-Boas, dirigido pelo professor Joel Silva. Concerto a partir das 22h30, passando depois para jam aberta aos músicos que queiram participar. Entrada livre.

Bruno Grácio – saxofone tenor e clarinete; José Cavaco – piano; Ana Albino – guitarra; Artur Morais – baixo eléctrico; Pedro Gonçalves – bateria

Dia 12 de Fevereiro

“PLANETARIUM” (2)

A música de “Interstellar Space” de John Coltrane. Concerto a partir das 22h30. 10€ para não sócios, entrada gratuita para sócios.

22h30:

João Sousa – bateria; Pedro Branco – guitarra.

00h00:

Desidério Lázaro – saxofone tenor; Luís Candeias – bateria.

Dias 13 e 14 Fevereiro

ANDRÉ FERNANDES – “FUSHI”

Concerto a partir das 22h30 (2º set às 00h). 10€ para não sócios, entrada gratuita para sócios.

André Fernandes – guitarra, electrónica; Sara Badalo – voz, loops; Alexandre Frazão – bateria.

André Fernandes apresenta o seu novo projecto FUSHI.

Considerado um dos mais relevantes guitarristas de jazz da actualidade, André Fernandes junta-se à vocalista Sara Badalo e ao baterista Alexandre Frazão no seu novo projecto que junta toda a experiência do seu percurso, que deixa já oito álbuns em nome próprio e participações em mais de cinquenta outros, ao seu envolvimento com a utilização de sonoridades electrónicas contaminadas pelo jazz, musica electrónica e pelo rock.

FUSHI produzem música que nos transporta de um lugar de conforto para outros inesperados, aliando o som da guitarra à voz ora cristalina, ora processada até ao ponto de se assemelhar a novos instrumentos, envolvidos pela criatividade sobejamente conhecida da bateria de Alexandre Frazão.

De canções a paletas sonoras futuristas, FUSHI criam uma experiência que se assemelha a uma viagem que nos leva dos sons orgânicos do jazz, às sonoridades da pop, até à desconstrução de tudo isto, num só movimento criativo em cada actuação.

Dia 15 de Fevereiro

ANDRÉ FERNANDES – “CENTAURI”

Concerto de apresentação do disco “Maria Grancha”, a partir das 22h30 (2º set às 00h). 10€ para não sócios, entrada gratuita para sócios.

André Fernandes – guitarra, João Mortágua – saxofone alto e soprano; José Pedro Coelho – saxofone tenor; Nelson Cascais – contrabaixo; João Pereira – bateria.

ANDRÉ FERNANDES´ CENTAURI “DIANHO”

Desde miúdo que nutro um fascínio pelo misterioso. Acho que ainda o procuro na música que ouço, acho que saber demais sobre algo retira parte da sua magia, encanto e interesse.

Nessa infância/pré-adolescência encontrei regularmente esse mistério nas histórias que ouvia sobre eventos, personagens reais ou fictícias (mas que para mim podiam ser reais) que relatavam situações ou factos normalmente assustadores, e por isso falados em voz baixa, ou com tendência a serem considerados tabú, ou no mínimo não apropriado para miúdos da minha idade. Isso tornava tudo ainda mais apelativo. Lembro-me que a minha avó, natural da Beira Baixa, referia ocasionalmente esse tipo de contos ou lendas, e também tinha um fraquinho pelo sobrenatural, que aliado ao catolicismo da sua geração (para mim já por si suficientemente rico em histórias assustadoras) era fonte de grande curiosidade da minha parte.

Rapidamente percebi que podia encontrar muitas histórias em livros que devorei (Edgar Allan Poe, Stephen King, Clive Barker, etc) e que havia toda uma indústria de cinema dedicada a isto. Fiquei um fã até hoje.

Há uns tempos comprei um livro para as minhas filhas que junta as histórias das personagens que povoam os pesadelos dos portugueses que com elas cresceram. Chama-se Bestiário Tradicional Português ( Ed.Escafandro) e aconselho vivamente. Aí descobri imensas histórias portuguesas sobre monstros, demónios, bruxas e animais fantásticos que moram em Portugal, de norte a sul.

Este disco relaciona-se com algumas delas:

Dianho é o diabo, mafarrico ou galhardo. Por ser comum a todo o país, dá o nome a este disco.

Maria Gancha vive nos poços e é um perigo para crianças curiosas.

O Homem Das Sete Dentaduras vive no Algarve, e ataca ao meio dia nos dias mais quentes.

O Tardo anda nú a meio da noite e toma a forma de animais diversos até se tornar um lobisomem.

As Aventesmas são enormes, usam uma túnica branca e crescem com o nosso medo.

A Velha Da Égua Branca monta a sua égua nas noites de lua cheia e tem uma faca gigante com que solta animais enquanto faz um barulho assustador.

Os Trasgos são os nossos duendes, e divertem-se em casa a fazer travessuras durante a noite. A Bicha-Serpe come crianças mal-comportadas, tem cabeça de abóbora e às vezes anda disfarçada entre nós com um capuz.

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