FRATERNIZAR – A maior traição da história da humanidade – PORQUE TEÓLOGOS E UNIVERSIDADES ‘IGNORAM’ O MEU LIVRO 50?! – por MÁRIO DE OLIVEIRA

 

 

Na sua simplicidade jornalística, mas bem fundamentada documentalmente, o meu Livro 50 vem pôr a nu a maior traição da história da Humanidade, cometida na pessoa de Jesus histórico, o camponês-artesão de Nazaré, o filho de Maria (Marcos 6, 3). Esta traição tem contado com o criminoso silêncio dos teólogos e das universidades do país e do mundo. Só que, quando eles e elas se calam, gritam as pedras. E as pedras, neste nosso Hoje, dão pelo nome, de Covid-19. Ao obrigar a fechar por tempo indeterminado os templos, os grandes santuários e basílicas – s. pedro em Roma e Fátima em Portugal incluídas – e a suspender os ritos de culto que há séculos clérigos, sacerdotes e pastores lá fazem e vendem, a pandemia veio mostrar que afinal a ideologia-teologia por que eles e elas se regem não passa, afinal, do pai de todos os males. Regressamos de vez a Jesus histórico, à sua Fé, ao seu Deus e ao seu Projecto político de sociedade, ou acabamos por matar a Mãe Natureza e com ela todos os seres humanos e povos!

Contra esta criminosa postura dos teólogos e das universidades, ergue-se o meu Livro 50, JESUS SEGUNDO OS 4 EVANGELHOS EM 5 VOLUMES, Seda Publicações 2019. Eu sei que os 4 Evangelhos são-nos mais que familiares, mas também sei que sempre os temos lido encriptados. Urge lê-los como no-los apresenta este meu Livro 50, para que, finalmente, Jesus histórico se perfile inteiro entre nós e connosco. Ao abri-los, logo vemos que cada um dos capítulos de cada um dos 5 volumes vem precedido de uns ´tópicos’ que nos ajudam a desencriptá-los. Deixo aqui um exemplo muito concreto da desencriptação do 1º capítulo do II Volume do Evangelho de Lucas. É ler para crer.

«Neste seu II volume Lucas revela como é consumada a traição a Jesus e ao seu Projecto político. Em vez de prosseguido e praticado, Jesus é definitivamente posto fora da história pelo grupo que o trai e entrega aos sumos-sacerdotes de Jerusalém. Graças a essa traição, os ex-Doze podem movimentar-se à vontade, como os demais judeus, na mesma cidade que o mata crucificado, e frequentar o Templo, classificado por Jesus histórico como covil de ladrões. Até parece que Jesus Nazaré, o filho de Maria, nunca existiu.

O Prólogo realça que no primeiro volume testemunha Jesus histórico e aquelas suas práticas maiêuticas que lhe valem a morte como o maldito, segundo a Bíblia. Neste II Volume começa por dizer que o Sopro-Ruah dele ainda tenta, durante 40 dias (= uma geração) recuperar os que historicamente o traíram. Em vão. Depois de todo esse esforço suplementar, estes são postos a perguntar a Jesus se é agora que ele vai restaurar o reino de David, onde eles seriam os mais importantes. Sinal inequívoco de que continuam possessos desse sopro anti-Jesus, anti-humano, típico do Poder do judaísmo davídico e messiânico. Bem como de todos os demais sistemas de Poder.

E é assim, definitivamente vazios do Sopro de Jesus e possessos do sopro davídico e messiânico que eles se instalam na sala de cima do templo. Pedro, o negador-mor de Jesus, a quem este chega a chamar ‘satanás’, assume a liderança. Mas vê-se obrigado a ter de a repartir com Tiago, o chefe dos ‘irmãos de Jesus-messias’, herdeiros pela via do sangue do trono de David. No seu primeiro discurso, como chefe fundador não há o mínimo sinal de arrependimento e de auto-crítica. Dos Doze, só Judas é referido como traidor e substituído, mediante sorteio, por Matias, em detrimento de Barnabé, por sinal, muito mais próximo de Jesus histórico e do seu Projecto. Pedro é o chefe, por isso, institucionalmente bom. Já que todo o chefe é bom!

Com este seu malabarismo, consegue repor o número Doze, a fazer lembrar as 12 tribos de Israel. Base indispensável para o judeo-cristianismo que ele quer fundar se tornar realidade, à revelia de Jesus histórico. Ficam assim dois grupos fundadores do judeo-cristianismo. O número 120 é o que legitima a fundação, o equivalente a uma espécie de registo notarial dos nossos dias. E como se vê, entre os familiares de Jesus, seus opositores até à morte na cruz, figura também ‘Maria, mãe de Jesus’. Aqui, sim, com nome próprio. E aos onze opositores de Jesus, cujos nomes são aqui referidos, acrescenta-se o de Matias, para o lugar de Judas Iscariotes. Este, pelo menos, pôs um ponto final na sua traição. Não assim os outros onze que a prosseguem, possessos que estão pelo sopro messiânico da casa-dinastia de David e da sua Bíblia, em nome da qual Jesus é crucificado, por isso, maldito. Lucas faz, neste seu segundo Volume, a mais clamorosa denúncia da consumação da traição levada a cabo pelo grupo dos Doze e pelo grupo dos familiares mais próximos de Jesus. Porém, o cristianismo católico e protestante faz deste Volume de denúncia, o da entronização e canonização dos seus traidores, a que vem a juntar-se, não muito depois, Saulo-Paulo de Tarso. Jesus histórico é o ‘maldito’ perante a Lei de Moisés; já os seus traidores são para o cristianismo católico S. Pedro, S. Tiago e S. Paulo!!!»

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