A BARRACA A CÉU ABERTO – HÉLDER MATEUS DA COSTA – ENCONTRO IMAGINÁRIO – debate entre personagens marcantes da história universal – JESUS CORREIA, JOSÉ AUGUSTO ROCHA e AMÍLCAR CABRAL – com a participação da sociedade civil – HOJE, SEGUNDA-FEIRA, 19 de OUTUBRO, às 21.00, no Jardim NUNO ÁLVARES (SANTOS)

 

 

António Jesus Correia (Oeiras, Paço de Arcos, 3 de Abril de 1924 – 30 de Novembro de 2003), foi um desportista de eleição, como houve poucos na história de Portugal. Versátil, jogou em simultâneo futebol e hóquei em patins. Era sem dúvida um desportista de dois amores, praticando ambas as modalidades ao mais alto nível. No futebol, onde jogava a extremo-direito, fez parte dos famosos Cinco Violinos. Em Espanha frente ao Atlético Madrid a 5 de Setembro de 1948 faz provavelmente a sua maior exibição ao apontar 6 golos na vitória por 3-6. Na época de 1952/53, quando tinha 29 anos, o Sporting quis ter o seu passe em exclusivo, pelo que Jesus Correia foi obrigado a optar entre o futebol e o hóquei em patins. Optou pelo hóquei, o seu primeiro amor, dizendo então adeus ao futebol de alta competição. Mais tarde, como seleccionador da Selecção Portuguesa de Hóquei em Patins ainda levou Portugal a outros 2 títulos mundiais em 1958 e 1960. Ao todo, entre atleta e treinador tem o seu nome ligado a 17 conquistas internacionais pela Selecção Portuguesa de Hóquei em Patins. Interpretação de Alfredo Barroso, cronista

José Augusto Rocha, advogado de presos políticos e destacado lutador pela liberdade, morreu, com 79 anos. José Augusto Rocha era advogado, tendo-se licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Em 1962, foi diretor da Associação Académica de Coimbra e foi expulso de todas as Escolas Nacionais, por dois anos, durante a crise académica desse ano. José Augusto Rocha participou em numerosos julgamentos e processos no Tribunal Plenário Criminal de Lisboa, onde defendeu vários presos políticos, nomeadamente Victor Ramalho, Francisco Canais Rocha, João Pulido Valente, António Peres, Diana Andringa, Fernando Rosas, Maria José Morgado, José Mário Costa, Paula Rocha, Isabel Patrocínio Saldanha Sanches, José Maria Martins Soares, Amadeu Lopes Sabino, Sebastião Lima Rego e Paula Metelo. Foi presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados em 2008. Em dezembro de 2017, foi condecorado com a Ordem da Liberdade, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Francisco Paiva, médico e também da direcção da Associação Académica de Coimbra com J. A. Rocha, interpreta.

Amílcar Lopes Cabral (Bafatá, Guiné Portuguesa, actual Guiné-Bissau, 12 de setembro de 1924 — Conacri, 20 de janeiro de 1973) foi um político, agrónomo e teórico marxista da Guiné-Bissau e de Cabo Verde. No ano de 1945 ingressou no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa. Único estudante negro de sua turma, Cabral logo se envolve em reuniões de grupos antifascistas e, ao lado de outros alunos vindos da África, tais como Mário de Andrade, Agostinho Neto e Marcelino dos Santos que conheceu na Casa dos Estudantes do Império “conhece vetores culturais da reafricanização dos espíritos do movimento da negritude dirigido por Léopold Sédar Senghor”. Em 1955, Cabral participa da Conferência de Bandung e toma conhecimento da questão afro-asiática. Em 1959 juntamente com Aristides Pereira, seu irmão Luís Cabral, e outros, funda o partido clandestino Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). Em 23 de janeiro de 1963 tem início a luta armada contra a metrópole colonialista, com o ataque ao quartel de Tite, no sul da Guiné-Bissau, a partir de bases na Guiné-Conacri. Em 20 de janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por dois membros de seu próprio partido. Após a morte de Cabral, a luta armada se intensifica e a independência de Guiné-Bissau é proclamada, unilateralmente, em 24 de Setembro de 1973. Interpretação de Manuel Estêvão, actor e produtor

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