FRATERNIZAR – São 3 mil anos de judeo-cristianismo, Bíblia e teologia – QUANDO JULGAMOS E CONDENAMOS TODOS OS CRIMES COMETIDOS? – por MÁRIO DE OLIVEIRA

Não têm conta nem medida os crimes cometidos pelo judeo-cristianismo, sua Bíblia e sua falsa teologia. Indubitavelmente, os mais horrendos alguma vez cometidos na história da Humanidade. Com a conivência das sucessivas gerações, cujas mentes sempre foram formatadas pela teologia de um deus todo-poderoso que atravessa toda a Bíblia, do Génesis ao Apocalipse. Nem sequer as elites eruditas, nem os grandes artistas dos diferentes ramos da Arte se deram conta destes horrendos crimes. E, se se deram conta, foram coniventes e cooperaram em troca de privilégios e outras mordomias. Ao longo destes 3 mil anos, todos nascemos form(t)ados por essa teologia bíblica do Poder. Até os que hoje se dizem ateus. E são milhares, milhões as seitas religiosas e cristãs que dispõem da Bíblia e insistem em utilizá-la como justificação de todos os crimes que todos os dias cometem, reiterada e impunemente, à sombra dela!

Foi com a pergunta em título e com estas e outras afirmações bem fundamentadas que abri a minha intervenção na sessão de apresentação do meu novo Livro, realizada na UNICEPE, Cooperativa Livreira, à qual o País em geral e o Grande Porto em especial muito devem. E que hoje, com o acelerado avanço das tecnologias de informação e da digitalização, está em riscos de vir a desaparecer. É um enorme manancial de Livros com apelativas capas que nos esperam lá dentro. Porém, são cada vez menos as mãos humanas que pegam neles e também os olhos que ficam fascinados com as suas capas. Entre as quais, a partir desta Sessão, a que mais se nos impõe é a deste Livro.

Eu sei – sublinhei ainda na minha intervenção – que nem todos os incontáveis e horrendos crimes dos 3 mil anos de judeo-cristianismo e sua Bíblia mataram, roubaram e destruíram as pessoas e os povos de forma violenta e cruenta. Porque os piores de todos os crimes são os que se cometem na mente dos seres humanos e dos povos. Levam uns e outros a suicidar-se como sujeitos e protagonistas das suas próprias vidas, ao mesmo tempo que, geração após geração, os impedem de viver ao comando da História, quando para isso é que nascemos e viemos ao mundo. E não só. Levam-nos também a despojar-se dos próprios bens a favor das respectivas seitas ou corporações às quais são levados a aderir, como, antes deles, já fizeram os pais deles e demais antepassados.

O exemplo mais gritante é o daquela viúva pobre, de que nos testemunham os Evangelhos sinópticos. É vista a entregar ao Tesouro do templo de Jerusalém o último cêntimo de que dispõe para viver. Uma postura tão absurda, que escandaliza Jesus histórico que, na altura, está lá a observar, para depois poder denunciar o roubo com fundamentação. E não é que, nestes dois milénios de cristianismo, clérigos e pastores de igreja, biblistas e suas universidades confessionais, catequeses e sermões ou homilias têm tido o desplante de converter o mais do que justificado escândalo de Jesus histórico, num rasgado louvor e num exemplo a ser seguido, não por eles, mas pelos seus fanáticos fiéis sem vez nem voz?! Todavia, é este tipo de crimes não cruentos que mais matam. Sem que haja rios de sangue a correr para mares de sangue. A verdade, porém, é que há mentes que, do nascer ao morrer, são criminosamente impedidas de se desenvolverem de dentro para fora e acabam atrofiadas, como se nunca tivessem nascido.

No sábio dizer de Jesus histórico, os piores crimes cometidos ao longo da História, também os destes três mil anos de teologia do judeo-cristianismo e da sua Bíblia, não são os que matam o corpo das pessoas e dos povos, ainda que também estes e que, de tantos que foram e são, sejam impossíveis de contar. Os piores são os que matam a alma, entenda-se, a vez-e-a-voz única e irrepetível de cada um dos seres humanos e de cada um dos povos das nações.

Perante estes 3 mil anos de horrores, é, pois, imperioso e urgente – é com estes dois grandes apelos com que encerrei a Sessão de apresentação na UNICEPE – 1, encontrarmos maneira de fazermos chegar este meu Livro, devidamente traduzido, a todos espaços habitados e frequentados por pessoas, nos quais a Bíblia do judeo-cristianismo entrou e continua a ser lida e estudada. Jesus histórico, o deste Livro com os 4 Evangelhos em 5 Volumes finalmente desencriptados, rebenta de vez com ela e, consequentemente, também com o judeo-cristianismo e a sua perversa teologia de um deus todo-poderoso; 2, Que se constitua um núcleo clandestino de juristas honestos, amigos da Verdade e da Liberdade e outras pessoas bem formadas e de boa vontade que, com base neste Livro, formulem uma acusação de crimes contra a Humanidade, a apresentar num Tribunal de Opinião Pública mundial, cometidos por estes 3 milénios de judeo-cristianismo, sua Bíblia e sua teologia, as quais estão na raiz do que hoje demencialmente chamamos Civilização e que mais não é do que um planetário mar de sangue derramado e de horrores sem conta nem medida. E todos eles indescritíveis!

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