FRATERNIZAR – A Terra é de todos os seres vivos, não apenas dos humanos – VACINAR, OU MUDAR DE ESTILO DE SER E DE VIVER? – por MÁRIO DE OLIVEIRA

 

Os meus dois últimos Livros, respectivamente, ‘DA CIÊNCIA À SABEDORIA’ e ‘DO MÍTICO CRISTO-DA-FÉ AO JESUS HISTÓRICO’, Seda Publicações /Gugol.pt – em meu modesto entender, deveriam ser traduzidos nas principais línguas faladas no mundo – transmitem-nos, no seu conjunto, cada qual a seu modo, a boa notícia mais esperada pelos povos da Terra, desde há, pelo menos, três mil anos, tantos quantos os da existência da Bíblia. A hebraica, primeiro, exclusiva dos judeus, mais tarde, traduzida para o grego (Septuaginta), e a judeo-cristã (Vulgata, em latim), versão católica romana imperial, sob a forma de dois Testamentos, o Primeiro ou Antigo (46 livros) e o Segundo ou Novo (27 livros).

A afirmação é ousada, mas quem conhecer cordialmente o conteúdo destes meus dois Livros, depressa concordará comigo. Devo esclarecer que praticamente não sou o Autor deles. Escutei-os no Vento, ao longo dos dias, meses, anos e a partir das minhas próprias práticas quotidianas, vividas sempre à intempérie, o mesmo é dizer, sem nunca ser do mundo do Poder. E só eu sei o preço que tenho pago e continuo a ter de pagar por me atrever a um viver assim. Posso, por isso, dizer que estes meus dois Livros têm como Autor o Vento ou Ruah – um substantivo feminino na língua hebraica – ora brisa, ora vendaval e que, 6-5 anos antes desta nossa era comum, se faz, entre nós e connosco, o alfa e o ómega dos nascidos de mulher, em Nazaré da Galileia, na Palestina, então colónia militarmente ocupada pelo Império romano. Por isso, Um frágil ser humano bem nos antípodas do Poder imperial e sem jamais ser dele.

Há, porém, uma outra razão para sustentar a minha afirmação inicial. É que os Povos da Terra e a própria Terra integramos o Cosmos que, depois de 13.700 milhões de anos, continua ainda aí em expansão. Pelo que nós, os nascidos de mulher, só conseguimos sobreviver com qualidade de vida, se nos mantivermos religados uns aos outros e à Terra, o nosso único denominador comum. De contrário, perdemos o pé e perdemo-nos e à própria alma ou identidade. Acontece que, como hoje sabemos pela Ciência, primeiro, é a Terra e, só muito recentemente, somos nós, dotados de consciência e de liberdade. O que nos torna responsáveis por nós, uns pelos outros e pela própria Terra.

Ora, nestes últimos três milénios de Bíblia, a que se juntou, há uns 13 séculos, o Alcorão, têm superabundado sobre a Terra religiões, igrejas cristãs, templos, sinagogas, mesquitas, clérigos, pastores e muitos outros funcionários a tempo integral, universidades, biliões e biliões de livros, esculturas, pinturas, músicas, mosteiros, conventos, famílias, reis, Estados, grandes e pequenas empresas, que nos têm levado a pensar que os seres humanos éramos os únicos seres com direito a ocupar a Terra, a dominá-la, a explorá-la, a esventrá-la, em busca de riqueza cada vez mais acumulada e concentrada em cada vez menos mãos. Até que chegamos aos grandes grupos financeiros de hoje que, de tão poderosos que são, mandam, até, nos próprios Estados das nações e, através deles e respectivos órgãos de soberania, Partidos políticos incluídos, também em todos os nascidos de mulher e na própria Terra.

Acontece que, com todo este acelerado desenvolvimento, até nos esquecemos que a Terra é um organismo vivo e exige que cuidemos dela. E também nos esquecemos que ela é habitada por biliões de outros seres vivos que, como nós, precisam de espaço, de alimento e de alojamento. E como não cuidamos dela, antes a esventramos e produzimos armas cada vez mais sofisticadas com que nos permitimos matar e destruir quantos se nos opuserem, como se fossem uns estranhos e não nascidos de mulher como nós, a Terra, como organismo vivo sofre e reage, movida pelo instinto de sobrevivência. E, com ela, reagem também os biliões de outros seres vivos, a maioria dos quais microscópicos, que, de repente, se vêem sem alimento e sem alojamento.

Se calham de encontrar corpos de nascidos de mulher que lhes garantam alimento e alojamento, instalam-se aí e as consequências são nefastas, como hoje estão aí bem à vista de todas, todos nós. Chamamos-lhes pandemias e corremos de imediato à Ciência e aos cientistas para que produzam vacinas, a troco de dinheiro, muito dinheiro. E lá estão depois os Estados com seus órgãos de soberania e todos os grandes media a imporem aos povos da Terra que se façam vacinar. Quando o imperativo ético é, como sublinham e bem esses meus dois livros mais recentes, que mudemos de estilo de ser e de viver.

Um estilo de ser e de viver que tenha em linha de conta o bem-estar de todos os nascidos de mulher e o de todos os biliões de outros seres vivos que têm tanto direito à Terra como nós. Apostar apenas nas vacinas, é deitar remendos de pano novo em tecido velho. Perdem-se ambos. A única saída – e quem disser o contrário é mentiroso – é mudarmos de estilo de ser e de viver. Exactamente o que dizem os meus dois livros mais recentes. Cujos deveriam ser devidamente traduzidos, difundidos e praticados, urbi et orbi.

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