A BARRACA – “FANTASMAS”, de HENRIK IBSEN – TRADUÇÃO, DRAMATURGIA, ENCENAÇÃO e CONCEPÇÃO PLÁSTICA de RITA LELLO – ESTREIA AMANHÃ, 27 de JANEIRO, às 19.30 – até 13 de MARÇO – QUI-SEX às 19.30, SÁB. às 21.30, DOM. às 17 horas

 

Fantasmas” de Henrik Ibsen, Tradução, Dramaturgia, Encenação e Concepção Plástica de Rita Lello,  dia 27 de Janeiro de 2022, às 19h30 na sala 1 do TeatroCinearte

FANTASMAS

Estreia 27 de Janeiro de 2022

Largo de Santos, 2  1200 808 Lisboa

Em cena no Teatro Cinearte de 27 de Janeiro a 13 de Março de 2022

Quintas, sextas às 19.30h, Sábados 21.30h, Domingos 17.00h

Produção d’A Barraca do Texto de Henrik Ibsen, Tradução, Dramaturgia, Encenação e Concepção Plástica de Rita Lello e Iluminação de Vasco Letria.

Com Rita Lello, Rúben Garcia, João Teixeira, Sérgio Moras e Teresa Mello Sampayo.

Sinopse

A acção decorre numa casa assombrada entre o fim da tarde e o amanhecer do dia seguinte, das trevas para a luz, da ignorância para o conhecimento.

Em Fantasmas, assistimos ao combate entre a Liberdade e o Status Quo. Helena Alving, agrilhoada pelas convenções retrógradas de que é representante o Pastor Manders, percorre um caminho de luta pela libertação.

Através das vozes de Helena Alving e de Osvald, o filho que regressa a casa portador de uma trágica condição, Ibsen confronta o preconceito, o conservadorismo religioso, a moral burguesa e traz à luz questões como o Direito à Alegria de Viver, o Direito à Verdade, a Liberdade individual, o livre-arbítrio, a Eutanásia.

Duração: 120 minutos.

M/12

 

Fantasmas no Cinearte

No seu tempo Ibsen problematizou as grandes questões com que nos confrontamos ainda hoje, problemas em aberto com os quais nos debatemos cerca de 150 anos depois.

Em Fantasmas, assistimos ao combate entre a liberdade e o status quo. Helena Alving, agrilhoada pelas convenções retrógradas de que é representante o Pastor Manders, percorre, nas escassas 12 horas do tempo da acção, um caminho de luta pela verdade, pela verdade acerca do passado daquela casa, mas também pelo seu direito individual à verdade e à felicidade.

É uma surpresa para muitos leitores e espectadores descobrir, ou redescobrir, até que ponto Fantasmas está repleto de humor. É como se as personagens tivessem sido concebidas virtuosamente para variar num espectro de género que vai desde a quase farsa à tragédia, como na vida.

A doença que Osvald Alving herdou – a permitir a intemporalidade do seu texto, Ibsen nunca escreve a palavra Sífilis e em todas as épocas há uma peste mortal – e o objectivo de conseguir uma morte assistida, razão que o faz regressar a casa, dominaram, à época com escândalo, e dominam ainda hoje o debate sobre Fantasmas. Embora sendo temas basilares, o texto confronta-nos com muito mais do que uma doença com sequelas incapacitantes e a dúvida de uma mãe acerca da eutanásia. Pela voz de Helena Alving – uma Nora que não bateu com a porta, uma Hedda sem as pistolas do General Gabler – Ibsen confronta o preconceito, o conservadorismo religioso, a moral burguesa e traz à luz questões como o Direito à Alegria de iver, o Direito à Verdade, a Liberdade individual, o Livre-arbítrio, a Eutanásia.

A acção decorre entre um fim de tarde e o amanhecer do dia seguinte, das trevas para a luz, da ignorância para o conhecimento. Pelo caminho há papéis para assinar, taxas de juro para analisar, um seguro que não se faz, o peso da opinião pública, um carpinteiro incendiário, uma filha ilegítima, traições, acusações, a má-língua, enganos, o preconceito, a cobardia, amores por cumprir… o quotidiano – desafios ao encenador e ao tradutor – que não podem deixar que esse lixo dos dias suje o espetáculo ou o texto ao ponto de não deixar ver a clareza dos conflitos de natureza superior travados por Helena, mas ao qual têm de dar o espaço necessário para poluir o quotidiano de banalidade.

É esta a nossa tragédia, a velocidade do dia a dia, o adiamento de desígnios maiores em troca da solução dos pequenos problemas: uma torneira que pinga, um pneu furado, uma conta inesperada para pagar, a máquina de lavar que se avaria, um livro que desaparece, três horas à espera num serviço por um papel que não está lá… e lá se vai o precioso tempo da vida a resolver questões menores enquanto todos, mas todos nós, temos sempre um conflito ético superior com que lidar.

 

Ficha Artística e Técnica

Texto Henrik Ibsen

Tradução, Encenação, Espaço Cénico e Figurinos Rita Lello

Revisão da Tradução Katrin Kaasa

Assistentes de encenação Samuel Moura e Vasco Lello

Elenco João Teixeira | Rita Lello | Rúben Garcia |  Sérgio Moras | Teresa Mello Sampayo

Iluminação Vasco Letria

Operação de Luz Ruy Santos

Operação de Som e video Ricardo Silva

Montagem Valentyn Kryvokhyzha

Costureira Elza Ferreira

Secretariado Inês Costa

Fotografias e Design  Maria Abranches

 

Bilhetes

Bilhete normal: 15,00 €

Estudantes, Profissionais de Teatro, menores de 25 e Maiores de 65 anos: 10,00 €
Quinta-Feira: 10 € (Preço Único)

Classificação Etária

M/12

Informações e Reservas

Tel: 213965360 | 213965275 | 913341683 | 968792495
e-mail: barraca@mail.telepac.pt | bilheteira@abarraca.com

 

Com os melhores cumprimentos,

Inês Costa

 

CONTACTOS:

A BARRACA

Largo de Santos, 2
1200-808 Lisboa
T. 213965360/213965275

Email:barraca@mail.telepac.pt

@abarracateatro

https://abarracateatro.com/

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