(…) Em primeiro lugar, se a Ucrânia tem tudo isto porque está com a economia de rastos e com dificuldades de financiamento externo? Está com dificuldades de pagar o gás que recebe da Rússia e já ameaçou o ocidente de que se não for ajudada desviará gás natural do gasoduto que o leva para a Europa!
(…).
O problema número um desta crise não é a Ucrânia mas a NATO e a sua expansão ameaçadora a leste. Há muito que a Rússia denunciou as instalações de mísseis junto da Rússia, sendo o argumento da NATO que se destinam a travar mísseis iranianos!
O segundo problema que já levou a uma mobilização de tropas russas junto à Ucrânia no verão passado deveu-se à ameaça do governo ucraniano de atacar as duas repúblicas rebeldes de população russa, e de não cumprir o Acordo de Minsk que foi desenhado por países ocidentais para resolver o problema da autonomia das duas repúblicas. Até agora o governo ucraniano tem-se recusado a cumprir o acordo. Entretanto, os governos europeus têm vindo a aceitar publicamente que o seu cumprimento é fundamental para a paz na zona. Os EUA têm encorajado o governo ucraniano no não cumprimento do acordo. O atual presidente americano tem relações comprometedoras com as autoridades ucranianas por causa do emprego que a sua empresa de gás (BORISMA) deu ao filho de Joe Biden quando ele era vice presidente.. A função desse emprego era facilitar o acesso ao vice-presidente Joe Biden.
A atual crise é, assim, uma fabricação americana que pretende que a Rússia invada a Ucrânia para justificarem o pacote de sanções económicas, onde se inclui a imposição da Alemanha não abrir o gasoduto Nord Stream II, construído diretamente da Rússia para a Alemanha através do mar, deixando futuramente de passar gás através da Ucrânia. Recordo que o gasoduto foi construído a pedido do governo alemão!
Esta crise é mais uma que revela como a Europa não tem liderança e está sob tutela americana.
Ainda há dias um alemão resignado mostrava que o seu país é ainda um país ocupado, que tem que fazer o que os EUA ditam.
Lembro ainda que Macron reconheceu publicamente que a crise na Ucrânia não é sobre a Ucrânia mas sobre a segurança da Rússia e a expansão da NATO.