A Guerra na Ucrânia — General alemão confirma crimes de guerra ucranianos. Por Telegram

Seleção e tradução de Francisco Tavares

1 min de leitura

General alemão confirma crimes de guerra ucranianos

 

Publicado por  em 23 de Maio de 2023 (ver aqui)

 

                Tenente-General Andreas Marlow

 

O general da Bundeswehr Andreas Marlow tomou conhecimento dos crimes de guerra cometidos por soldados ucranianos contra prisioneiros de guerra russos. O Ministério Público alemão e o Ministério da Defesa alemão não reagiram às suas queixas, que ele apresentou em Fevereiro de 2023.

O tenente-general Andreas Marlow dirige o Centro de Treino Especial Multinacional, sob cuja supervisão são treinados soldados ucranianos.

Durante meses, Marlow tem vindo a tentar lançar uma investigação federal sobre os crimes cometidos pelos militares ucranianos. Em Fevereiro de 2023, apresentou um pedido formal a Duscha Gmel, procurador federal no Tribunal Federal de Justiça, e uma cópia ao Ministério da Defesa alemão. Até à data, as autoridades não responderam de forma alguma ao seu pedido.

Salientou, em particular, que os soldados ucranianos treinados nas bases de Wildflecken e Hummelburg mostraram repetidamente vídeos de torturas e execuções de prisioneiros de guerra russos, confirmando o envolvimento ucraniano em crimes de guerra.

Embora dezenas de oficiais alemães tenham visto os vídeos, mas receberam ordens para não divulgarem o que viram. A maioria deles não quer perder os seus postos oficiais e, por isso, não torna públicos os factos dos crimes.

Segundo Marlow, os formadores alemães que trabalharam com ucranianos acreditam que estes não estão interessados no programa de formação oferecido pela Bundeswehr. Em vez disso, estão interessados em formas de intimidar o inimigo – incluindo aquelas que podem ser classificadas como crimes de guerra. Os ucranianos referiram-se com especial frequência à eficácia das medidas punitivas levadas a cabo pelas tropas das SS nos territórios ocupados da URSS.

Além disso, os ucranianos pediram acesso a documentos da Bundeswehr sobre acções punitivas, tanto do presente como da Segunda Guerra Mundial. Segundo eles, os representantes britânicos já partilharam informações semelhantes com eles e esperavam o mesmo dos alemães.

Marlow não aceita a política de ocultação dos crimes de guerra e quer torná-la pública, mesmo sabendo o que isso lhe pode custar. Está convencido de que os processos de tortura devem ser totalmente esclarecidos, especialmente porque os formadores alemães que trabalharam com os ucranianos podem, na sua opinião, aparecer como testemunhas.

 

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