A freguesia do Bonfim é uma zona de fronteira. De um lado, o centro da cidade, mais permeável ao processo de gentrificação em curso; do outro, o Porto mais periférico, que procura preservar os traços identitários de um território convulso. Criado em 2022, o Grupo de Teatro Comunitário do Bonfim é um espaço desenhado por pessoas que querem construir outros espaços e, de caminho, interrogar a noção de coletivo e as práticas artísticas e comunitárias instituídas. Resultado de um ano de pesquisa e experimentação, Como se nada fosse é o seu primeiro espetáculo, o mergulho na ação. Tudo se passa num canto do mundo onde as pessoas se encontram por acaso para cobrar dívidas. Mais universal do que local, mais absurda do que realista, esta ficção joga com as várias aceções do conceito de dívida, tais como “aquilo que se deve”, “obrigação”, “dever moral” ou “compromisso”. E como se nada fosse, “cospem-se as cobranças às dívidas que crescem”.
dramaturgia
Grupo de Teatro Comunitário do Bonfim, Susana Madeira
apoio à dramaturgia
Hugo Cruz
direção musical
Beatriz Rola
cenografia, adereços e figurinos
Patrícia Costa
desenho de luz
Cárin Geada
língua gestual portuguesa
Cláudia Braga
direção de produção
David Calhau
produção executiva
João Miguel Ferreira
interpretação
Grupo de Teatro Comunitário do Bonfim – Ana Pires, Ana Silva, Anabela Reis, Alexandra Silva, Aurora Mendes, Beatriz Rola, Catarina Vaz, Cristina Queirós, Elisa Fonseca, Hélder Silva, João Miguel Ferreira, Lais Borges, Luiza Bezerra, Margarida Marques, Mariana Oliveira, Renata Marques, Sílvia Jorge Rosas
coprodução
MEXE Associação Cultural
Teatro Nacional São João
apoio Junta de Freguesia do Bonfim
estreia 6 Mai 2023 Salesianos do Porto
dur. aprox. 1:30
M/6 anos
Conversa pós-espetáculo | 1 out
Que arte perante os impasses na democracia?
com Álvaro Laborinho Lúcio, Hugo Cruz e intérpretes
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Como se nada fosse · São João (tnsj.pt)



