Reflexos de uma trajetória intelectual conjunta ao longo de décadas – uma homenagem ao Joaquim Feio
Capítulo 1 – Dos Clássicos a Sraffa, de Sraffa aos neo-ricardianos
Nota de editor:
Devido à extensão do presente texto, o mesmo é publicado em duas partes, hoje a primeira.
Seleção e tradução de Júlio Marques Mota
9 min de leitura
Parte B: Texto 10 – Piero Sraffa. Capítulo 2: Um italiano em Cambridge (1/2)
Edição
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2.1 Cambridge
O artigo de 1926 publicado no Economic Journal teve um impacto considerável, especialmente em Cambridge, e Keynes não teve dificuldade em oferecer a Sraffa um lugar de professor na Universidade que era então – e continuaria a ser durante muitos anos – o centro mais prestigiado do mundo de estudo da teoria económica. Em 1926, Sraffa tinha sido também convidado para reger uma cátedra de economia política em Itália, em Cagliari, mas depois da prisão de Gramsci e das ameaças que ele próprio recebeu por ser antifascista [1], decidiu mudar-se para Inglaterra. Viveu lá desde 1927 até à sua morte em 3 de setembro de 1983.
Até 1939 esteve associado ao King’s College, onde Keynes era tesoureiro; não era docente, mas tinha “direito de acesso ao refeitório dos professores seniores” e “tomava regularmente as refeições no College” (Kaldor 1985: 615). Em 1939, sucedeu ao seu amigo Dennis Robertson como professor associado no Trinity College. À sua chegada a Cambridge, viveu numa das residências universitárias do King’s College e depois num pequeno apartamento que era propriedade do College, em St. Edward’s Passage, no andar acima do que Keynes que na altura vivia em Londres, que utilizava quando estava em Cambridge, aos fins-de-semana. Sraffa nunca casou; embora apreciasse a beleza feminina, nada se sabe (não existe qualquer referência nos seus papéis) sobre este lado da sua vida pessoal. Desde 1937, quando o pai morreu, a mãe viveu com ele em Cambridge, até à sua morte em 1949. Posteriormente, ele ocupou algumas divisões no Trinity College’s Nevile’s Court.
Sraffa gostava de fazer caminhadas e passeios de bicicleta. Em Cambridge, andava sempre de bicicleta. Levantava-se tarde de manhã e trabalhava de noite até tarde. Jantava regularmente no Trinity, mesmo quando esteve associado ao King’s. Quando me convidou para jantar no Trinity, notei que teve o cuidado de chegar depois do início do jantar de modo a evitar a oração da bênção (ele era agnóstico, com inclinação para o ateísmo). Não se preocupou com o que comeu, embora uma vez tenha insistido, com um toque bastante raro de orgulho nacionalista, que lhe fosse servido um bom Chianti em alternativa ao habitual vinho francês.
Foi frequentemente a Itália (em muitas ocasiões com uma paragem em Paris). Havia a casa da família em Rapallo, uma bela estância balnear na Ligúria, utilizada tanto no Inverno (especialmente durante as férias de Natal) como no Verão que foi vendida antes da guerra sob pressão da legislação antijudaica introduzida pelo regime fascista, tendo sido substituída por um apartamento mais pequeno depois da guerra. Também gostava das montanhas, e de fazer algumas escaladas ocasionais, como amador. Mantinha-se em contacto com familiares, amigos e colegas e, durante as suas visitas a Roma ou a Milão, gostava de conviver com eles. No entanto, quando alguma oportunidade surgia para ingressar numa universidade italiana, embora ocasionalmente tentado a fazê-lo, decidia invariavelmente permanecer em Cambridge [2]. Nos diários de bolso, conservados nos Sraffa Papers, tomava nota diariamente das suas atividades.
Tendo um cargo de professor numa prestigiada universidade estrangeira, Sraffa tinha o direito, pela lei italiana, a manter (em licença) a sua cátedra em Itália, embora tivesse decidido transferir o seu salário para a biblioteca de economia da Universidade de Cagliari. Finalmente, quando todos os professores italianos foram chamados a jurar lealdade ao fascismo, Sraffa demitiu-se [3], na minha opinião, por não desejar fazer esse juramento nem dissociar-se da linha escolhida pelo partido comunista que era a de cumprir o que poderia ser visto como uma obrigação puramente formal para manter canais de comunicação abertos com as gerações mais jovens (uma linha que significou um doloroso volte-face para o famoso latinista, Concetto Marchesi, um comunista militante que fez o juramento após uma declaração pública de que nunca o faria).
Após um ano passado a instalar-se (apesar das suas anteriores estadias em Inglaterra, o seu inglês não era de modo algum perfeito quando chegou a Cambridge sendo o seu francês bastante melhor), Sraffa deu cursos nessa universidade sobre a teoria do valor e sobre os sistemas financeiros alemão e italiano [4]. As suas lições causaram um certo alvoroço: Sraffa discutia as teorias dos economistas clássicos, Ricardo em particular, e do equilíbrio geral expostas por Walras e Pareto – pouco conhecidas em Inglaterra – e avançava as suas próprias críticas à tradição de Cambridge (Marshall-Pigou) relativas, em particular, à teoria da empresa. No entanto, Sraffa era cada vez mais tímido e avesso a falar em público e, por isso, também a dar palestras. Assim, graças a Keynes, foi nomeado bibliotecário da Biblioteca Marshall, a biblioteca da faculdade de economia (desde 4 de maio de 1931), e diretor assistente de investigação (1935). [5]
Na calma do claustro de Cambridge, Sraffa desenvolveu a sua investigação ao longo de três linhas ligadas num único grande esquema: o trabalho sobre a edição crítica dos escritos de Ricardo que lhe foi confiada em 1930 pela Royal Economic Society por iniciativa de Keynes; a investigação na área da teoria do valor que deveria culminar, após 30 anos de trabalho, na publicação de Produção de Mercadorias através de Mercadorias (no Prefácio Sraffa recorda ter mostrado a Keynes um esboço das propostas centrais já em 1928); e um interesse lateral no desenvolvimento da teoria keynesiana, em particular durante o início da década de 1930. Além disso, foi em Cambridge que Sraffa conheceu o filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein (1885-1951), de quem se tornou amigo e sobre quem Sraffa exerceu uma influência significativa.
Nas secções seguintes, abordaremos, por ordem, a relação de Sraffa com Wittgenstein e com Keynes, a sua crítica a Hayek e a sua interpretação de Ricardo e dos clássicos. No próximo capítulo, consideraremos a sua obra magna de 1960.
2.2 Wittgenstein
Sraffa conheceu Wittgenstein em 1929. O filósofo austríaco tinha acabado de chegar a Cambridge convidado por Bertrand Russell, que tinha conseguido que o Tractatus Logico-Philosophicus (1921) de Wittgenstein fosse publicado em inglês alguns anos antes. O livro constituiu uma contribuição fundamental para o desenvolvimento da filosofia moderna e é considerado por muitos o culminar do neopositivismo lógico. Wittgenstein escreveu-o durante a Primeira Guerra Mundial, primeiro na frente russa, depois na frente italiana e finalmente durante a sua prisão em Itália no final da guerra (até agosto de 1919). O próprio Wittgenstein concebeu-o como o ponto final da investigação filosófica; depois de o ter acabado estava convencido de que não tinha mais trabalho a fazer no campo filosófico. De carácter difícil e retraído, retirou-se para ensinar numa escola primária de uma pequena aldeia austríaca e trabalhar como jardineiro de mosteiro. O seu contacto com a investigação filosófica desta época foi de facto escasso: algumas cartas e encontros ocasionais com Bertrand Russell ou com o jovem Frank Ramsey, outro filósofo e matemático de Cambridge que também era amigo de Sraffa e que morreu em 1930 com apenas 26 anos, mas sobretudo com o chamado Círculo de Viena, cujo espírito impulsionador foi Moritz Schlick.
Pode muito bem terem sido as discussões do Círculo de Viena – e, em particular, uma célebre palestra que Brouwer deu sobre os fundamentos da matemática – que convenceram Wittgenstein de que afinal faltava ainda fazer algum trabalho no campo filosófico. Foi assim que Wittgenstein chegou a Cambridge no início de 1929 para se tornar professor associado no Trinity College e aí permanecer – com alguns estranhos intervalos pelo meio – até à sua morte em abril de 1951.
Durante os períodos em que ambos estiveram em Cambridge, Wittgenstein e Sraffa passavam geralmente uma tarde por semana juntos discutindo temas gerais variados em vez de tópicos específicos de filosofia ou economia. No entanto, as suas conversas tiveram uma influência decisiva no pensamento do filósofo austríaco, nomeadamente na transição do atomismo lógico do Tractatus Logico-Philosophicus para as posições maduras emergentes nas Investigações Filosóficas, publicadas postumamente, em 1953.
Georg von Wright, um aluno de Wittgenstein, relatou-o afirmando que ele terá dito “que as suas discussões com Sraffa o fizeram sentir-se como uma árvore da qual todos os ramos tinham sido cortados” [6]. O próprio Wittgenstein é ainda mais explícito no seu Prefácio às Investigações Filosóficas: “Estou em dívida para com [as críticas] que um professor desta universidade, P. Sraffa, que durante muitos anos incessantemente elaborou sobre os meus pensamentos. Estou em dívida por este estímulo e pelas ideias mais consequentes deste livro” [o itálico é de Wittgenstein].
Existe alguma discordância entre os especialistas sobre a relação entre o Wittgenstein precoce e o Wittgenstein tardio: alguns falam de continuidade, outros de um hiato. A minha impressão é que, não existindo evidência de qualquer avanço súbito, por mais gradual que a mudança possa ter sido ela foi, no entanto, muito profunda.
De forma muito simplificada e não referindo outros aspetos (de forma alguma secundários) do pensamento de Wittgenstein, podemos ilustrar a sua posição da seguinte forma: o Tractatus Logico-Philosophicus estabelecia uma correspondência entre o mundo e os elementos que o constituem (“factos”) e a nossa representação do mundo (cujos elementos constituintes são “pensamentos”, expressos em “proposições”). Nesta base, Wittgenstein argumentava que é possível construir um conjunto de propostas, cada uma descrevendo um “facto” e todas juntas descrevendo o mundo ou, mais precisamente, todos os aspetos do mundo que podem ser descritos de uma forma racional; por outras palavras, descrevendo aquilo que pode ser objeto do conhecimento científico. Além disso, relativamente a tudo o que não é suscetível de descrição racional (sentimentos, crenças religiosas, julgamentos estéticos, etc.) “deve-se ficar calado”.[7]
Mais tarde, em Investigações Filosóficas, Wittgenstein abandonou a ideia da linguagem como uma representação unívoca do mundo, bem como a ideia do “indizível”. As discussões com Sraffa parecem ter tido importância nesta mudança. A este respeito, há um episódio que o próprio Wittgenstein contou aos seus alunos e que um deles – Malcolm (1958: 69) – narra na biografia do mestre: um dia, quando viajavam juntos no comboio de Cambridge para Londres, “Sraffa fez um gesto, familiar para os napolitanos, de esfregar a parte inferior do queixo com um movimento de dentro para fora com a ponta dos dedos de uma mão” que significa algo como repugnância ou desprezo. O gesto só pode adquirir um significado específico no contexto em que é realizado, em particular no contexto das convenções sociais predominantes, contradizendo assim a ideia de Wittgenstein de que cada proposta deve ocupar um lugar definido numa linguagem racional, independentemente dos vários contextos em que possa ser utilizada [8].
Assim, nas Investigações Filosóficas, Wittgenstein desenvolveu uma nova teoria da linguagem e das relações entre ela e o mundo que deveria descrever. Segundo Wittgenstein (1953: 21, 33), não existe apenas um tipo de linguagem “mas, sim, inúmeros tipos: inúmeros tipos diferentes de utilização daquilo a que chamamos “símbolos”, “palavras”, “frases”. E esta multiplicidade não é algo imutável, fixado de uma vez por todas; podem surgir novos tipos de linguagem, novos jogos linguísticos enquanto outros se tornam obsoletos e caem no esquecimento”. Em geral, “o significado de uma palavra é a sua utilização na linguagem”. Contudo, as palavras não correspondem a simples elementos da realidade e estes simples elementos não podem ser definidos; nem é possível produzir uma teoria geral da linguagem. Wittgenstein demonstrou estas teses com um conjunto de exemplos de “jogos da língua” – modelos teóricos focando aspetos particulares da linguagem real, apresentando-os como a linguagem geral de um grupo de pessoas.
Veremos mais adiante (ponto 3.4) como as mudanças na posição filosófica de Wittgenstein podem ser comparadas com as diferenças entre a abordagem marginalista do equilíbrio geral e a contribuição teórica de Sraffa. Aqui, basta assinalar que a posição inicial do filósofo austríaco suscitou algumas observações críticas do economista italiano que desempenhariam um papel importante no pensamento posterior de Wittgenstein. Talvez possamos detetar os interesses políticos de Sraffa por trás da sua oposição a uma teoria a priori da linguagem e a sua preferência por uma teoria aberta ao reconhecimento do papel desempenhado pelos fatores sociais (o ambiente em que o “jogo da língua” tem lugar). Embora seja difícil especificar a sua natureza precisa dada a escassa documentação disponível, não há dúvida de que Sraffa teve uma influência significativa no pensamento de Wittgenstein e desta forma no curso da filosofia contemporânea [9].
(continua)
Notas
[1] Cf. documentação em anexo em Naldi (1998a: 510–12).
[2] Cf. Sraffa Papers, B 16/1.
[3] O borrão da carta de demissão, datado de 1 de novembro de 1931, está conservado nos Documentos Sraffa; a demissão foi aceite pelo decreto de 10 de novembro de 1931. Foi reintegrado depois da guerra, em 1950, juntamente com os outros (poucos) professores italianos que não tinham prestado juramento de fidelidade ao fascismo, mas permaneceu em licença da sua cátedra em Cagliari até à reforma. Em 1953, Sraffa foi eleito membro correspondente da Accademia Nazionale dei Lincei (e membro efetivo em 1965). Nessa qualidade, desempenhou, nomeadamente, um papel crucial – juntamente com o seu amigo Sergio Steve – na atribuição do prémio Francesco Saverio Nitti, em 1966, a Ernesto Rossi, um dos fundadores do Partido Radical Italiano, que tinha estudado economia (em particular Wicksteed) nos longos anos passados nas prisões fascistas (Fiori 1997: 288-90), defendendo assim, tanto na política como na economia, ideias bastante diferentes das de Sraffa. Sobre a atitude dos professores universitários italianos relativamente ao juramento de fidelidade ao fascismo ver Goetz 2000 (sobre Sraffa, p.41 n). Nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, Sraffa foi também conselheiro da editora Einaudi (fundada e dirigida por Giulio Einaudi, filho de Luigi que foi seu professor na universidade) e do Istituto (atualmente Fondazione) Feltrinelli (cf. Potier 2000, Daniele 2000) bem como membro do comité de seleção das bolsas “Stringher” do Banco de Itália para estudos de pós-graduação no estrangeiro, reservadas a jovens economistas italianos. Devido a estas e muitas outras atividades (como as suas ligações com os dirigentes do Partido Comunista Italiano, especialmente para publicação dos escritos de Gramsci: cf., por exemplo, Vacca 2000), Sraffa manteve ligações muito fortes com a Itália, que visitou regularmente até 1973.
[4] As notas destas conferências estão conservadas nos Documentos Sraffa: D2/4 para as que são sobre a teoria avançada do valor e D2/5 para as conferências sobre a banca do Continente. Sobre o conteúdo destas últimas, que se centravam numa comparação entre o sistema bancário inglês (especializado) e o alemão, cf. Panico (1998: 170-3). Nos Documentos de Sraffa (D2/8) encontram-se também as notas de cursos curtos sobre a indústria dados durante a guerra (1941-3); nestes, como observa Marcuzzo (2004: 131), Sraffa discute a forma como o controlo das maiores empresas passou dos empresários capitalistas para os financeiros.
[5] Sobre as atividades de Sraffa em Cambridge, cf. Marcuzzo (2004).
[6] von Wright (1958: 15–16). Entre os que tinham experimentado a capacidade crítica de Sraffa, Wittgenstein admirava-se com esta afirmação: “apenas os ramos são cortados, enquanto a árvore sobrevive!
[7] Quando não podemos falar, calemo-nos. (Wittgenstein 1921: 31, 43, 61, 91, 189). Voltaremos a este tema no ponto 3.4.
[8] Segundo Malcolm (1958: 69), o objeto da discussão era a ideia de Wittgenstein “de que uma proposição e aquilo que ela descreve têm de ter a mesma “forma lógica”, a mesma “multiplicidade lógica”. Segundo von Wright, como Malcolm relata numa nota de rodapé, o objeto da discussão era a ideia de que cada proposição devia ter uma “gramática”. Numa conversa tida em 21 de dezembro de 1973, Sraffa confirmou o episódio dizendo-me que von Wright tinha razão. A correção da interpretação de von Wright é também confirmada numa carta de Sraffa datada de 23 de outubro de 1974 (atualmente nos Documentos de Sraffa, C 303), citada em Bellofiore e Potier (1998: 73).
Depois de descrever também o episódio, Monk (1990: 259-60 da tradução italiana) recorda que uma vez Wittgenstein disse a Rush Rhees que a influência de Sraffa o tinha levado a adotar uma abordagem antropológica: a saber, enquanto o Tractatus Logico-Philosophicus analisava a linguagem em si mesma, abstraindo das circunstâncias em que é usada, as Investigações Filosóficas centram-se na linguagem contextualizada.
Sen (2004: 30-1) recorda que, quando tentou inquirir Sraffa sobre o episódio, ele respondeu que não se lembrava dele. Sen conclui que o episódio deveria ser “mais uma história moral do que um facto real”. No entanto, qualquer pessoa que conhecesse Sraffa saberia que, quando confrontado com perguntas sobre factos da sua vida (mais frequentemente quando implicassem referências a Gramsci), a resposta “não me lembro” era a sua forma habitual e suave de evitar o assunto. Acrescentemos que Wittgenstein, a fonte original dos relatos de Malcolm e von Wright, não era certamente o tipo de pessoa que tivesse o hábito de inventar histórias.
[9] A correspondência Sraffa-Wittgenstein, recentemente adquirida pelo Trinity College (Cambridge), poderá esclarecer melhor esta questão.
O autor: Alessandro Roncaglia [1947-] foi professor catedrático de Economia Política na Faculdade de Ciências Estatísticas da Universidade de Roma La Sapienza (1981-2017), sócio correspondente da Academia dei Lincei, diretor das revistas Moneta e credito e PSL Quarterly Review e presidente da Sociedade Italiana de Economistas. Autor de Breve História do Pensamento Económico, Economistas que se Equivocam, As raízes culturais da crise (2015), A era da desagregação: história do pensamento económico contemporâneo, A riqueza das ideias, Uma história do pensamento económico (2005), Economistas Clássicos, O mito da mão invisível (2011), Sraffa e a teoria dos preços (1978), Piero Sraffa, his life, thought and cultural heritage (2000).



