SINAIS DE FOGO – “LIDERANÇAS FRACAS” – por Soares Novais

A ministra da Saúde afirmou na Assembleia da República que serão constituídas comissões de acompanhamento e de auditoria às administrações hospitalares. Pois têm “lideranças fracas.” Tais comissões, garantiu a senhora ministra, servirão para “ajudá-los a cumprir a sua missão”. “Ajuda” que o Conselho de Administração do Hospital de Viseu já recusou, demitindo-se em bloco.

https://www.rtp.pt/noticias/politica/ministra-da-saude-afirma-que-hospitais-tem-liderancas-fracas_a1578764

Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), confrontado pela Rádio Renascença  com um eventual efeito de contágio desta demissão a outras unidades hospitalares, espera  que tal não aconteça, lembrando que “é necessário manter a estabilidade nos hospitais, para que consigam enfrentar períodos complexos como o verão que se avizinha”.

As declarações da Drª Ana Paula Martins são uma ameaça à estabilidade nos hospitais. Mas, anteontem, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, reforçou-as ao garantir que o “Governo revê-se integralmente nas declarações da ministra da Saúde”. E assim sendo o melhor é esperar pelos próximos ataques ao Serviço Nacional de Saúde (SNS)…

Pena é que a senhora ministra, e quem a acompanhava, não tenha sido suficientemente capaz de evitar “o lapso feito no contacto com o INEM” referindo “a A8 e não a A10 como o local do acidente”, que sofreu quando viajava de Coimbra para Lisboa no passado dia sete. Assim ter-se-ia evitado que os Bombeiros de Torres Vedras e a Protecção Civil do Oeste tivessem percorrido a “A8 entre Caldas da Rainha, Torres Vedras e Malveira” sem encontrar “qualquer acidente.”

 

Nota final: A atual titular do Ministério da Saúde liderava a administração do Hospital Santa Maria que encerrou o serviço de obstetrícia daquela unidade hospitalar, contra a vontade dos médicos e que levou oito especialistas a saírem para o privado. Por seu turno, Joana Bordalo e Sá, presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) diz ser inaceitável que se continuem a encerrar serviços por falta de médicos e desta vez “com a agravante de haver ocultação de informação” por parte da ministra Ana Paula Martins.

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