Teoria e Política Económica: os grandes confrontos de ontem, hoje e amanhã, também – uma homenagem ao Joaquim Feio — Capítulo 4 – Texto 10. Uma vaga de mudanças: Como uma Nova Teoria Económica se está a impor (1/6). Por Felicia Wong, Suzanne Kahn, Mike Konczal e Matt Hughes

Reflexos de uma trajetória intelectual conjunta ao longo de décadas – uma homenagem ao Joaquim Feio

 

Capítulo 4 – A quem servem os modelos de macroeconomia – os impasses da esquerda americana

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Nota de editor: em virtude da extensão e organização deste texto, o mesmo é editado em 6 partes:

Nota dos autores e Prefácio

Introdução

Empoderar e formar os trabalhadores

Investir na América

Promover a Concorrência

Conclusão e Referências bibliográficas

Hoje publicamos a primeira parte, “Nota dos autores e Prefácio”.


Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

10 min de leitura

Texto 10 – Uma vaga de mudanças: Como uma Nova Teoria Económica se está a impôr (1/6)

Por Felicia Wong, Suzanne Kahn, Mike Konczal e Matt Hughes

Publicado por  em 16 de Novembro de 2023 (original aqui)

 

Neste relatório, procuramos oferecer uma análise das pessoas, instituições e história que nos levaram a este momento na formulação de políticas económicas. Desde o Green New Deal ao plano de resgate Americano, analisamos os principais momentos económicos e o que foi realizado e o que resta a fazer se quisermos ver uma transição sustentada para uma governação económica mais progressista.

 

Sobre os autores

 Felicia Wong é a presidente e CEO do Instituto Roosevelt. A sua linha de investigação concentra-se no pensamento pós-neoliberal e na interseção de raça, economia e estratificação social; o seu trabalho apareceu no New York Times, no Washington Post, no Time, no The New Republic, no Democracy: A Journal of Ideas e no Boston Review. Ela lançou e co-escreveu o podcast How to Save a Country, e é co-autora do livro The Hidden Rules of Race: Barriers to an Inclusive Economy (Cambridge University Press, 2017). É doutorada em ciência política pela Universidade da Califórnia, Berkeley.

 Suzanne Kahn é diretora de investigação e política do Instituto Roosevelt. Anteriormente, ela foi diretora de educação, empregos e poder dos trabalhadores do Instituto Roosevelt e diretora da Great Democracy Initiative. Antes de ingressar no Roosevelt, recentemente trabalhou como analista de pesquisa na SEIU 32BJ. Suzanne é doutorada em História Americana pela Universidade de Columbia e obteve a sua licenciatura pela Universidade de Yale. É autora de Divorce, American Style: Fighting for Women’s Economic Citizenship in a Neoliberal Era (Penn Press, 2021).

 Mike Konczal é o diretor de análise macroeconómica do Instituto Roosevelt, onde se concentra na economia, na desigualdade e no papel do poder público em democracia. É autor de Freedom from the Market (New Press, 2021), e co-autor, com Joseph Stiglitz, de Rewriting the Rules of the American Economy (Instituto Roosevelt, 2015). O seu trabalho teve destaque no Washington Post, Vox, Dissent e The Nation, e ele apareceu na CNN, MSNBC, All Things Considered, Planet Money e Lovett ou Leave It.

 Matt Hughes é o vice-diretor de estratégia editorial do Instituto Roosevelt, onde lidera a equipe editorial na formação e produção de publicações, artigos de opinião, discursos e boletins informativos. Ele trabalhou recentemente no Roosevelt e no podcast How to Save a Country do New Republic, e foi anteriormente investigador no Gabinete de Joseph E. Stiglitz na Universidade de Columbia. Matt possui um Mestrado em política urbana e social pela Universidade de Columbia e licenciatura em economia e política pela Universidade de Nova York.

 

Nota dos autores

Em maio de 2015, nós do Instituto Roosevelt lançámos um relatório, Reescrevendo as Regras da Economia Americana, com o nosso economista-chefe e Prémio Nobel Joseph Stiglitz como autor principal. Na época, era ideia comum que a desigualdade era uma espécie de resultado natural, o resultado de forças económicas inevitáveis: “As mudanças tecnológicas centradas nas competências” significavam que os trabalhadores de baixos salários tinham que melhorar as suas competências ou ficariam condenados à pobreza. Uma globalização em que as poderosas corporações multinacionais levaram a salários cada vez mais baixos e parecia impossível de ser combatida.

Argumentámos que essa maneira de ver o mundo estava errada. Em vez disso, considerámos que a desigualdade é o resultado de uma escolha política. Uma série de leis e estruturas tinha feito pender o poder a favor da riqueza privada e afastando-o do que é bem público. Com suficiente vontade política, poderíamos optar por escrever regras económicas melhores.

Reescrevendo as Regras teve grande cobertura nos media, a maioria dos quais assumiu que a nossa análise estava muito longe das ideias do pensamento mainstream para poder ter muito impacto. Os repórteres estavam interessados, mas céticos. O New York Times chamou o relatório de “uma acusação contundente de 35 anos de políticas económicas” (Chozick 2015). O Washington Post proclamou que “os liberais têm um novo manifesto para combater a desigualdade, e é muito liberal” (Tankersley 2015). Mas poucos pensaram que as nossas ideias, mesmo que lógicas, poderiam ser postas em ação.

Muita coisa mudou em oito anos. A reflexão a que apelamos ao escrever Reescrevendo as Regras – uma interrogação estrutural sobre a elaboração de políticas neoliberais e prioritárias para o mercado – é agora central na nossa política, tanto à esquerda como à direita. E durante os primeiros anos da administração de Biden, vimos uma nova abordagem tomar forma, não apenas quanto a políticas individuais, mas uma mudança de visão de mundo mais ampla que procura reequilibrar o poder, investir nas pessoas e nos lugares e moldar os mercados no interesse público.

A cobertura mediática de hoje começou a contar a história desta época. “A grande aposta de esquerda de Biden”, como se escrevia numa peça de julho de 2021 da New York Magazine, está “a gerar um novo paradigma económico”, como se escrevia como título numa peça de Politico Magazine de 2022 (Traister 2021; Ward 2022).

Mas a história ainda se está a desenrolar, e até mesmo os principais atores na jornada até hoje – os formuladores de políticas, ativistas e académicos -estão incertos sobre o que pode vir a seguir. As pessoas fizeram tocar a sentença de morte do neoliberalismo durante algum tempo, na sequência da crise financeira de 2008 até ao Brexit e à eleição do presidente Trump, passando pela crise da pandemia do COVID.

Desta vez é realmente diferente? Será que a mudança da abordagem económica incorporada nas principais vitórias políticas dos últimos três anos resultará numa rutura mais duradoura com o neoliberalismo? E o novo paradigma será mais progressista? Será que se vai concentrar na utilização de uma política pública; uma gama de formas de propriedade e governança além do capitalismo de mercado lucrativo; e a inclusão de trabalhadores e pessoas de cor, cujas comunidades raramente obtiveram a sua parcela justa de ganhos económicos ao longo do último meio século? Ou será que o neoliberalismo terminará com uma visão de mundo mais autoritária, populista na retórica, mas não democrática e profundamente desigual, tomando o seu lugar?

A resposta honesta a essas perguntas é que ainda não sabemos. Ainda estamos no meio da história. E, mais fundamentalmente, mesmo que estejamos a passar por enormes mudanças de governo na economia política, talvez nunca saibamos até que ponto elas farão mudar a trajetória da história. A causalidade nunca é certa. Os historiadores ainda debatem o início da era neoliberal e o arco de tempo da era New Deal. Os eventos são difíceis de acompanhar em tempo real, e até mesmo a clareza que ganharemos com a retrospectiva será imperfeita.

Dito isto, aqui está a nossa versão da história de agora. Tentamos ajudar a moldar a política e as políticas recentes e acreditamos que este momento reflete uma rutura importante do passado, e pelo menos detém o potencial para uma mudança mais ampla.

Neste relatório, tentamos documentar algumas das mudanças que testemunhámos na última década, em parte, para de algum modo ajudar a que nos prepararemos para enfrentar os desafios que se seguem. Baseamo-nos nas nossas próprias experiências, nos debates intelectuais e nas batalhas políticas desta época, defendendo o otimismo embora sendo realistas sobre o trabalho difícil que devemos fazer para cumprir a promessa que este momento nos permite fazer.

O projeto que aqui apresentamos tem três objetivos.

Primeiro, queremos expandir a nossa explicação. A política industrial, que significa financiamento público de setores económicos específicos, usando o dinheiro do governo para atrair capital privado, tem recebido muita atenção no último ano. Mas apesar de a política industrial e os esforços climáticos na Lei de Redução da Inflação serem componentes indispensáveis da estrutura da Administração Biden, eles não capturam todas as mudanças ideológicas na última década. Anti-trust, cancelamento da dívida estudantil, uma economia de pleno emprego: Todas estas são questões que fazem parte da nova economia, e de uma forma que a cobertura dos media, em segmentos estanques, não pode refletir. Estamos a reunir e a articular uma ampla gama de mudanças que vimos agora expressar num único relatório, com a esperança de que o todo fale mais alto do que a soma das suas partes.

Em segundo lugar, queremos falar, a partir do ponto de vista único do Instituto Roosevelt, sobre a história destas mudanças: como aconteceram e quem as fez acontecer. Há já algum tempo que estamos a trabalhar neste domínio, ao lado e no seio das instituições que ajudaram a impulsionar a mudança.

Mike Konczal fez parte do evento Make Markets Be Markets da primavera de 2011, que afirmou que a crise financeira era o produto de más regras e que reuniu a então professora Elizabeth Warren, tipos financeiros como Jim Chanos e George Soros, e o nosso próprio Joseph Stiglitz. Em 2016, o New York Times Magazine documentou as tentativas de Felicia Wong para pressionar tanto a campanha de Hillary Clinton como o Partido Democrata em geral a “tornar-se a campeã dos 99 por cento” [n.t. que não pertencem ao topo de 1% de maiores endimentos] (Lewis-Kraus 2016).

Suzanne Kahn, historiadora por formação e defensora dos trabalhadores de longa data, teve um lugar na primeira fila em muitas das batalhas políticas que moldam o nosso pensamento atual, desde a luta por uma reforma abrangente dos cuidados de saúde em 2008 e 2009, à resposta da cidade de Nova Iorque à sua crise de habitação no meio de um boom de desenvolvimento na década de 2010, à própria campanha do Instituto Roosevelt para a faculdade gratuita e o cancelamento da dívida dos estudantes em 2020.

Felicia desempenhou um papel na formação das escolhas de pessoal da administração Biden como parte do Conselho Consultivo de Transição Biden-Harris. Em 2021, ela também fez parte de um grupo de especialistas do G7 pressionando para tornar essas ideias relevantes para a governança económica global, e atualmente faz parte dos esforços do Departamento do Tesouro para tornar a equidade racial central para o seu trabalho económico.

A partir das nossas próprias perspetivas limitadas, só podemos começar a arranhar a superfície dessa história: o arco de uma geração inteira que cresceu com a Grande Recessão e exigiu uma nova visão governante do mundo. Mas, tivemos a sorte de desempenhar um pequeno papel, e ainda mais sorte ao passar os últimos anos a assistir e a pensar profundamente sobre amplas mudanças no pensamento político americano.

Com essas lentes, esperamos ajudar a contextualizar as mudanças de hoje, examinando ideias específicas que costumávamos saber bem, como é que elas falharam e as realidades económicas que impulsionam essas falhas. Contamos a história de algumas pessoas na academia, grupos de reflexão e organizações de movimentos que defendiam uma trajetória diferente, muitas dos quais serviriam mais tarde na administração Biden. Basear essas mudanças em passos específicos que as pessoas tomaram para dar sentido ao seu mundo pode ajudar a tornar mais clara uma análise global.

Em terceiro lugar, queremos que a nova economia tenha sucesso e tenha sucesso em termos progressistas. O nosso país e a democracia precisam disso para ter sucesso. Entender onde vimos vitórias pode-nos ajudar a construir o que funcionou e ir mais longe. Ao olhar para o longo arco desde o início dos anos 2010 até agora, podemos rastrear o que é que mudou e começar a delinear o trabalho que ainda precisamos fazer.

Claro, existe muito que este relatório não pode fazer. Embora tenhamos tentado discutir a vasta rede de atores e ações que alimentaram este momento, há muita coisa que não se encaixa neste relato. Seria negligente não mencionar outra cobertura que olha para a mistura de pessoas e ideias de muitos pontos de vista. O já mencionado “Biden’s Big Left Gamble” de Rebecca Traister ofereceu cobertura antecipada desse mix. The Middle Out, de Michael Tomasky, e The Last Politician, de Frank Foer, são apenas dois dos tratamentos que documentam como chegámos aqui, hoje

Nós concentramo-nos sobre de onde nós viemos, e damos uma atenção menor para onde vamos em seguida. Também não discutimos as coligações eleitorais, as condições políticas e as intervenções narrativas que podem sustentar e tornar mais duradoura qualquer mudança progressiva de paradigma. Isso terá que esperar. Apenas procuramos dar sentido ao momento atual o que já é um projeto suficientemente grande, mas é um começo.

 

Prefácio por Dorian T. Warren, Co-Presidente, Community Change

Nos seus Cadernos da Prisão, Antonio Gramsci escreveu: “A crise consiste precisamente no facto de que o velho está a morrer e o novo ainda não pode nascer; neste interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparecem.” Hoje, estamos num interregno entre dois paradigmas governantes. O que vem a seguir dependerá do trabalho que fizermos.

Estamos finalmente emergindo do projeto de 50 anos do neoliberalismo, no qual rendimento, riqueza e poder foram ativamente transferidos para o 1% de maiores rendimentos sob uma ideologia e narrativa que diz que os mercados são Deus, o governo é mau e os indivíduos estão por conta própria. Mas nos últimos dois anos, vimos uma mudança acentuada. Será que “Bidenomics”, o termo que a Casa Branca adotou agora, se tornará um novo “piso” potencial que nos leva para além do neoliberalismo, mesmo quando o novo está à espera de poder nascer?

Uma vaga de mudanças: Como uma Nova Teoria Económica se está a impor conta a história de como a linha económica de Biden e os seus três pilares de política industrial, empoderamento dos trabalhadores e criação de mercado refletem essa mudança de pensamento, política e políticas. Este relatório também conta a história das pessoas, ações e instituições, entre as quais o Instituto Roosevelt que tem sido um líder crítico, que levaram a cabo essa mudança.

Esta história é de ação democrática, progressista e em grande escala.

Os movimentos populares mobilizaram-se com força total para eleger Biden para a Casa Branca e ganhar o poder de governar em 2020. Progressistas em diversos setores ajudaram a definir a agenda para a descarbonização e o investimento federal. Eles incluíram o movimento de justiça climática que nos deu o Green New Deal; o movimento de justiça racial que renovou as exigências para a  equidade racial na esteira do assassinato de George Floyd; os organizadores de base que exigiram que se desse atenção à pobreza; às  comunidades atingidas pela Grande Recessão e que dela ainda se estão a recuperar assim como das décadas de desinvestimento que a precederam; e os intelectuais públicos e grupos de reflexão como o Instituto Roosevelt que impulsionaram uma nova agenda política e uma nova narrativa pública.

Em tempos políticos sombrios, Uma vaga de mudanças: Como uma Nova Teoria Económica se está a impor ajuda-nos a nomear e reivindicar as vitórias que conquistámos coletivamente nos últimos dois anos, ao mesmo tempo em que deixa claro o trabalho que ainda precisa ser feito para trazer o novo à luz do dia. Tomemos o exemplo da política industrial. Entre as vitórias mais importantes da era Biden está a tríade da legislação federal, a Lei de Redução da Inflação (IRA), a Lei de Investimentos e Empregos em Infraestruturas (IIJA) e a Lei de Chips e Ciência, que faz investimentos históricos em infraestruturas, e a economia verde. Podemos muito bem estar a anunciar o retorno do planeamento industrial direto para os EUA. Mas, como explica Uma vaga de mudanças, o investimento público – particularmente quando canalizado através de créditos fiscais e outras ferramentas políticas neoliberais – só pode desviar-nos pouco do paradigma neoliberal. Falando francamente, enfrentamos dois cenários possíveis hoje: a captura corporativa de milhares de milhões de dólares federais e a erosão resultante da fé já diminuída das pessoas comuns no governo, ou a captura comunitária e operária desses dólares para promover a equidade, construir o poder popular, e aumentar a crença das pessoas no governo como uma força para o bem-estar da população.

Como o relatório explica, isto significa que precisamos de decisores políticos que sejam verdadeiramente democráticos no seu pensamento sobre a economia e que concedam prioridade à formação das pessoas comuns no funcionamento da economia para avançar e ajudar a garantir que os investimentos públicos sejam implementados de forma a beneficiar os trabalhadores, famílias e comunidades de cor. Precisamos de políticos que entendam e levem a sério a implicação de regras raciais. Também significa que devemos abordar a sua implementação como uma oportunidade para a construção de poder, isto é, como uma oportunidade para construir o poder político e dar voz às comunidades historicamente marginalizadas.

Isso requer uma atenção vigilante para quem pensamos que a implementação deve favorecer e o papel que imaginamos para as pessoas comuns desempenharem nela. Por exemplo, não devemos ver a implementação do IRA como uma questão principalmente de garantir que os proprietários individuais aproveitem os créditos de imposto para instalar bombas de calor e painéis solares. A absorção desses créditos fiscais é uma prioridade inegociável para descarbonizar a economia.

Mas o IRA é complexo e multifacetado, e não é apenas uma ocasião para o governo atender as pessoas como consumidores individuais e proprietários (que são desproporcionalmente brancos e de renda média a alta). Também oferece oportunidades para uma organização robusta e o exercício do poder comunitário. Por exemplo, provisões como pagamento direto e o Fundo de Redução de Gases de Efeito Estufa criaram novos veículos para a Mudança Comunitária e os seus aliados para tomar ações coletivas ousadas para o bem público e fazer campanha para descarbonizar edifícios públicos e para tornar os bairros de rendimentos baixos nas cidades dos Estados Unidos mais verdes. Abordada desta forma, a implementação torna-se uma oportunidade para as pessoas comuns participarem ativamente na sua elaboração e realização e tornarem-se os heróis da sua própria história, trabalhando em conjunto para tornar as suas comunidades melhores lugares para viver. A implementação torna-se uma oportunidade para se envolver numa ação democrática real.

Os desafios não poderiam ser maiores. Este é o nosso momento de transformar a experiência de governo das pessoas comuns após 50 anos de ataques contínuos. Mas se não implementarmos os novos dólares federais de forma equitativa e democrática, o neoliberalismo zombie elevar-se-á novamente a partir das cinzas dos gastos governamentais fracassados, e a fé das pessoas no governo continuará a declinar. Uma vaga de mudanças: Como uma Nova Teoria Económica se está a impor é um roteiro inestimável para entender como chegámos aqui, o potencial histórico da Bidenomics e como podemos navegar neste momento de perigo e de oportunidade.

 

(continua)

 

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