Trinta minutos antes da hora agendada, a cliente tirou a senha de atendimento. Depois foi chamada por uma funcionária, que confirmou a consulta e de seguida solicitou o seu pagamento, mesmo antes da sua realização. A cliente sacou do cartão “multibanco” e pagou os 100 euros cobrados. Não protestou perante tão insólita solicitação, pois já sabia que a resposta seria mais ou menos assim: “São as ordens que temos.”
A “coisa” aconteceu no Hospital da Prelada que “é uma unidade de saúde privada de referência da região Norte, que integra a Rede Hospitalar Nacional desde a fundação (1988).” Propriedade da Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP), o Hospital garante acesso a “doentes em regime privado; a doentes com seguros ou planos de saúde (nacionais e internacionais); doentes de subsistemas de saúde; doentes do SNS referenciados pelo médico de família.” Veja AQUI todos os acordos.
O hospital da SCMP também acordou com o neurologista que este ocupe um dos seus gabinetes sem ter protocolo com o Instituto Público de Gestão Privada (ADSE). Situação conhecida pela cliente, que a aceitou tendo em linha de conta a boa reputação de um médico que ignorou o facto da cliente ter esperado 1h30m por uma consulta previamente agendada. Uma altivezprivada em linha com a insólita cobrança antecipada da consulta.