Com a entrada em funções do governo AD, as televisões deixaram de noticiar o caos em que estava mergulhado o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Mais: as longas filas de espera nas “Urgências” do “Santa Maria”, “São João” e “Beatriz Ângelo” desapareceram dos ecrãs televisivos. Como que por milagre.
Por ingenuidade, já se vê, admiti que a nova ministra da Saúde tinha posto a casa em ordem e chamado à pedra “as lideranças fracas” do sector, como a própria disse, poucos dias depois de ter tomado posse. A proclamada bonança no SNS, sabe-se agora, foi só para inglês ver.
Há muitas “Urgências” fechadas por todo o país, e médicos, enfermeiros e outros profissionais do sector fazem greve por melhores salários e mais justa progressão nas suas carreiras. Em resumo: O caos continua a pontuar o dia a dia do SNS.
A ministra Ana Paula Martins é tão boa a botar a faladura como o seu antecessor, Manuel Pizarro. Mas um e outro estão pouco ou nada interessados em salvar uma das mais importantes conquistas de Abril. E não estão sós: o anterior bastonário da Ordem dos Médicos, que se distinguia pelo seu verbo fácil, agora que tem assento na bancada parlamentar do PSD, mantém-se mudo e quedo. Tal qual o que se espera de um cúmplice…




Gira o disco e toca o mesmo…. para pior já se vê. Não descansarão enquanto não rebentarem com ele… o SNS.